Arte & Agenda

Renato Borghetti e sua gaita ponto contados em livro

"Esse tal de Borghettinho" tem sessão de autógrafos neste sábado

Gaiteiro estará presente na Feira do Livro neste sábado
Gaiteiro estará presente na Feira do Livro neste sábado Foto : Divulgação / CP
Quem inicia a leitura de “Esse tal de Borghetinho”, que tem sessão de autógrafo neste sábado na 61ª Feira do Livro de Porto Alegre, há de se perguntar: “como assim biografia de alguém tão jovem, em plena atividade?”

O autor, o jornalista Márcio Pinheiro, coordenador da área de Livro e Literatura da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, tem a resposta na ponta da língua. “Quem não conhece Renato Borghetti? São 30 anos de carreira de um artista que já tocou com todo mundo e que é reconhecido em todo o país. É verdade, no entanto, que se trata de um recorte, que alinha histórias e realizações de alguém que ainda tem muito o que fazer”, explica.

Na obra, entre tantas descobertas, Pinheiro conta sobre o amor de Borghethinho pela gaita-ponto - instrumento que lhe foi apresentado aos 11 anos e da qual aprendeu a tirar os primeiros acordes sozinho - que até hoje acompanha o músico em viagens pelo Brasil e pelo mundo e, jamais, é despachada como se fosse bagagem.

Também narra o delicioso encontro dos pais de Renato, Rodi e Alda, quando o rapaz, no início dos anos 50, escrevia cartas para a mocinha em nome de um amigo, que de tão boas tiraram o amigo do caminho e deram início, em 1951, a um romance que segue até hoje.

Em 230 páginas, Pinheiro recupera o rebuliço trazido há maisde três décadas por Renato Borghetti à musíca nativista, com o disco Gaita Ponto, lançado em 1984. “Renato revitalizou o nativismo. Conquistou apreciadores de outros gêneros entre a gurizada que curtia MPB e rock and roll. Conseguiu fazer a música gauchesca entrar no ouvido das pessoas de um outro jeito”, afirma, lembrando que ná época, o disco de estreia do pop star gaudério vendeu no Rio Grande do Sul mais cópias que o disco mais vendido da história fonográfica mundial: "Thriller", de Michael Jackson.

O perfil de Borghettinho traçado por Marcio Pinheiro realça a consistência da obra de um rapaz que começou a carreira de cabelos longos e um chápeu enterrado até os olhos, que parece tímido mas é mais falante do que se imagina, e que quase consegue o milagre da unanimidade quanto tira de sua gaita o som de uma milonga.

Na Feira

Renato Borghtetti estará na Feira do Livro neste sábado para um bate-papo (19h - Teatro Carlos Urbim) e sessão de autógrafos (20h - Praça de Autógrafos).

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