Repórter Record Investigação exibe reportagem sobre desaparecidos

Repórter Record Investigação exibe reportagem sobre desaparecidos

Programa vai ao ar nesta quinta-feira, 22h30min

Correio do Povo

Família de Andressa segue sua busca

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Por ano, Brasil registra 80 mil casos de pessoas que somem sem deixar pistas. E não há um cadastro nacional para ajudar a encontrá-las. Segundo o último levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra, em média, 80 mil desparecimentos por ano. O Repórter Record Investigação desta quinta-feira (13/08) traz depoimentos de familiares que não perdem a esperança de encontrar essas crianças, jovens, adultos e até idosos que sumiram, de uma hora pra outra, sem deixar pistas.

O programa mostra o que há por trás de histórias que não tiveram um ponto final. "O desaparecimento pode ser consequência de um crime. Pode ser um sequestro, a pessoa pode ter sido assassinada, pode desaparecer porque foi abandonada", afirma o desembargador aposentado Antônio Carlos Malheiros. O Repórter Record denuncia ainda um problema que dificulta a busca: "Nós não temos um cadastro nacional de pessoas desaparecidas. Quantas são? Quantas estão vivas ou foram localizadas? São perguntas que precisam ser respondidas", afirma a advogada da Cruz Vermelha, Larissa leite.

A equipe da atração traz ainda um outro dado assustador. Além de crianças e jovens, muitos idosos desaparecem todos os anos no país. Segundo dados do Ministério Público do Estado de São Paulo, somente na capital paulista, quase 1.300 somem sem deixar rastro.

Há quatro anos e meio, Jonis, filho único, procura pela mãe, Sueli Oliveira, em hospitais e no IML. "Ela estava com depressão e sofria de transtorno bipolar quando desapareceu. Aconteceu no dia 30 de janeiro, por volta das 17 horas. Ela passou roupa, estava de chinelo de dedo e alguma coisa na mão. Talvez seja um RG. Saiu, passou por duas vizinhas, que são amigas dela, e não voltou mais. Eu estava dormindo naquela hora", descreve.

O programa revela a dor de quem procura em cada esquina, em cada rosto, em cada olhar, dia e noite, uma pessoa desaparecida. Como o pai do jovem Samuel de Andrade, de 19 anos, que sumiu no dia 7 de setembro de 2018, ao sair de uma balada na zona sul de São Paulo. Câmeras de segurança registraram seus últimos passos naquela noite. Mesmo assim, não se tem notícias dele até hoje. O jovem tinha acabado de terminar o ensino médio e de ser aprovado em um curso profissionalizante. Caçula de três irmãos, Samuel sempre foi muito calado, tímido. O pai, que também se chama Samuel, roda madrugada adentro à procura do filho. Perdeu até o emprego por causa das noites em que passou em claro atrás de pistas. "Eu entro em favelas, converso com traficantes, vou na cracolândia, não tenho medo de nada. Só quero encontrar meu menino", desabafa.

Dona Rosa também não desiste de sua busca por informações, mesmo após 20 anos. Ela se lembra de todos os detalhes do dia em que a filha desapareceu. Grazielli Prevellacto tinha apenas nove anos, em 1998, quando saiu de casa para ir à padaria e não retornou. "Grazielli era muito bonita. Você olhava para ela, você dava uns 12, 13 anos. Corpinho de mocinha", descreve a mãe, emocionada.

Andressa também desapareceu em situação semelhante à de Grazielli. Saiu para comprar pão doce em uma padaria perto da casa da família. Só que naquele dia, a menina foi vista parada na esquina, como se estivesse esperando alguém. Aos repórteres do programa, Damiana, a mãe faz acusações contra o próprio pai de Andressa. "Eu suspeito do pai dela. A gente tinha se separado, ele não aceitou o divórcio. E antes de minha filha desaparecer, ele passou em casa para me levar o dinheiro da pensão", conta.

Apresentado por Adriana Araújo, o Repórter Record Investigação vai ao ar nesta quinta-feira, às 22h30min.


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