A manifestação foi seguida de uma reação do presidente da Câmara Rio-grandense do Livro, Marco Cena Lopes: “Não importa de que ideologia você seja, esta Feira é do povo de Porto Alegre”, defendeu. Cena lembrou que a Feira só saiu este ano porque houve 62 feiras anteriores. “Acreditamos na literatura e na inclusão como agentes fundamentais da transformação da realidade que está aí. A instabilidade do momento só nos desafia”, frisou.
Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Marco Cena inicia sua fala pic.twitter.com/4HQOeUF7RJ — arte&agenda (@arteeagenda) November 1, 2017
A patrona da edição anterior, Cíntia Moscovich, apresentou a atual titular da função, Valesca de Assis, como uma escritora que ela conhece há 23 anos e que se preocupa com as pessoas, com o outro, com os ratões de coquetel, tema do livro “Harmonia das Esferas”, ou a violência doméstica, tema da mais recente obra, “A Ponta do Silêncio”. Após receber a chave da Feira do Livro de Cíntia, Valesca destacou a resistência da Feira e da criação e manutenção de programas de leituras em todas as escolas do Estado. “Temos que nos inspirar com os países nórdicos homenageados, que são exemplo de saúde e educação, com os irmãos africanos com sua luta, esperança e alegria e com nossos escritores, professores, alunos, contadores de histórias para circular o sangue bom da literatura por todos os canais e povos”, disse.
Patrona Valesca de Assis diz que esta será a Feira do Livro da resistência pic.twitter.com/d9lz0DScBk — arte&agenda (@arteeagenda) November 1, 2017
O embaixador da Noruega, Nils Gunneng, falou que os países nórdicos agem em conjunto e que estão num momento em alta em sua literatura. “Sobre as manifestações de hoje, já servi em países onde não era permitido. Aqui sim, esta é a diferença do Brasil”, se referindo à liberdade de expressão. Depois, houve o cortejo de abertura da Feira do Livro, que segue sua programação até o dia 19 de novembro.