Arte & Agenda

Resistência e diversidade de pensamento marcam abertura da 63ª Feira do Livro

Evento começou nesta quarta-feira e segue até o dia 19 de novembro

Valesca de Assis, patrona da Feira do Livro, e Marco Cena, presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro
Valesca de Assis, patrona da Feira do Livro, e Marco Cena, presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro Foto : Ricardo Giusti
A solenidade de abertura da 63ª Feira do Livro de Porto Alegre teve o signo da resistência e da diversidade de pensamento. O evento realizado no início da noite desta quarta-feira, no Teatro Carlos Urbim, teve início marcado por um protesto de municipários e professores estaduais contra os governantes.

A manifestação foi seguida de uma reação do presidente da Câmara Rio-grandense do Livro, Marco Cena Lopes: “Não importa de que ideologia você seja, esta Feira é do povo de Porto Alegre”, defendeu. Cena lembrou que a Feira só saiu este ano porque houve 62 feiras anteriores. “Acreditamos na literatura e na inclusão como agentes fundamentais da transformação da realidade que está aí. A instabilidade do momento só nos desafia”, frisou.


A patrona da edição anterior, Cíntia Moscovich, apresentou a atual titular da função, Valesca de Assis, como uma escritora que ela conhece há 23 anos e que se preocupa com as pessoas, com o outro, com os ratões de coquetel, tema do livro “Harmonia das Esferas”, ou a violência doméstica, tema da mais recente obra, “A Ponta do Silêncio”. Após receber a chave da Feira do Livro de Cíntia, Valesca destacou a resistência da Feira e da criação e manutenção de programas de leituras em todas as escolas do Estado. “Temos que nos inspirar com os países nórdicos homenageados, que são exemplo de saúde e educação, com os irmãos africanos com sua luta, esperança e alegria e com nossos escritores, professores, alunos, contadores de histórias para circular o sangue bom da literatura por todos os canais e povos”, disse.

O embaixador da Noruega, Nils Gunneng, falou que os países nórdicos agem em conjunto e que estão num momento em alta em sua literatura. “Sobre as manifestações de hoje, já servi em países onde não era permitido. Aqui sim, esta é a diferença do Brasil”, se referindo à liberdade de expressão. Depois, houve o cortejo de abertura da Feira do Livro, que segue sua programação até o dia 19 de novembro.

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