"Até agora, o 'Titanic' não podia se beneficiar da proteção da Convenção adotada pela Unesco em 2001, pois esta só é aplicada aos restos submersos por pelo menos cem anos", explica o comunicado. "Dessa forma, os Estados signatários da Convenção poderão proibir a destruição, o saque, a venda e a dispersão dos objetos encontrados no lugar. Podem tomar todas as medidas disponíveis para protegê-los e para que os restos humanos sejam tratados dignamente", afirma ainda.
As águas ao redor dos restos do Titanic são geralmente invadidas pelos lixos dos barcos que navegam no setor, como por mergulhadores que colocam flores de plástico ou placas comemorativas no local. Regularmente são organizadas expedições para recuperar peças que, em seguida, são expostas ou leiloadas. O Titanic naufragou em sua viagem inaugural entre Southampton (Grã-Bretanha) e Nova York, depois de se chocar contra um iceberg na madrugada de 15 de abril de 1912. O naufrágio provocou mais de 1,5 mil mortos entre os 2,2 mil passageiros.