O romancista Rabai al-Madhoun se tornou o primeiro palestino a ganhar o Prêmio Internacional de Ficção Árabe, também chamado de "Booker Arabe", por seu livro "Destinos: Concerto do Holocausto e da Nakba". Nakba ("catástrofe" em árabe) é o termo utilizado pelos palestinos para se referir ao seu êxodo após a criação de Israel em 1948.
A atribuição do prêmio e da sua recompensa de 50 mil dólares foi anunciada na noite de terça-feira em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, que patrocinou o evento apoiado pela fundação do prestigioso prêmio Booker em Londres. O romance recria, em quatro partes, os movimentos de um concerto, que se fundem no final para "tratar de questões vinculadas ao Nakba, o Holocausto (dos judeus) e o direito ao regresso" dos palestinos à sua terra, segundo o folheto do concurso.
Madhoun nasceu na Palestina em 1945 e fugiu com sua família para Gaza. Posteriormente, obteve a cidadania britânica e atualmente trabalha em Londres para o jornal saudita Asharq Al Awsat. O livro conta "histórias de cinco cidades palestinas", disse o escritor após ganhar o prêmio, se referindo a localidades que hoje fazem parte de Israel.
"A história me levou à minha cidade natal, Ashkelon. Passeei por Haifa. Gritei do monte Carmelo: 'Ah, como podemos ter perdido este país'", acrescentou. Madhoun foi indicado para o mesmo prêmio em 2010, pelo seu romance "A dama de Tel Aviv", mas perdeu para o escritor saudita Abdo Khal
Romancista é o primeiro palestino a ganhar Prêmio Internacional de Ficção Árabe
Rabai al-Madhoun venceu com o livro "Destinos: Concerto do Holocausto e da Nakba"