"Mudamos o voto de dois membros da delegação e criamos novos nomes das pessoas que depositaram as cédulas na urna para não atribuir esse voto a pessoas reais", explicou. Contudo, o roteirista acrescentou de forma irônica que se desculpa se por acaso "alguém em Connecticut se sentiu insultado por esses 15 segundos de filme, embora o fato de um congressista ter enviado um comunicado à imprensa com o título 'Antes o Oscar...' pareça uma forma excêntrica de manifestar isso".
Tony Kushner ressaltou também que o erro não altera em absoluto o sentido do filme, um "drama histórico" que, segundo ele, é preciso diferenciar da História. "Os fatos ocorreram assim? Se a resposta é 'sim', então se trata de História. Se a resposta é 'não', então se trata de um drama histórico", se defendeu Kushner.
Em um comunicado publicado nesta sexta-feira, Joe Courtney, disse que estava satisfeito pelo roteirista ter reconhecido seu erro "para que as pessoas não deixem a sala (de cinema) acreditando que os representantes de Connecticut (daquele momento) estavam do lado incorreto da História". No entanto, o legislador pede, de novo, que o erro seja retificado antes da difusão do longa em formato DVD.
O filme americano, dirigido por Steven Spielberg, traça um retrato intimista do ex-presidente dos Estados Unidos no momento dos debates sobre a abolição da escravidão. O filme recebeu 12 indicações aos prêmios de Oscar, que serão entregues no dia 24 de fevereiro.