"Como pôde o nosso país virar isto? Como pôde se comportar assim? Não acho que um filme de ficção teria podido responder a isto", assegurou o diretor de filmes como "JFK - A pergunta que não quer calar" (1991) e "Assassinos por Natureza" (1994).
Assim surgiu "A História não contada dos Estados Unidos", uma série de 12 episódios parcialmente exibida no ano passado na televisão a cabo americana e que o cineasta foi apresentar integralmente no âmbito da seção Zabaltegi.
Narrada e escrita por Stone em colaboração com Peter Kuznick, historiador e diretor do Instituto de Estudos Nucleares da American University, a série começa na Segunda Guerra Mundial e o lançamento das bombas atômicas sobre o Japão. "Foi um grande erro que se tornou um mito fundador do império americano", assegurou o cineasta. "Se formos nas raízes, na Segunda Guerra Mundial e na Guerra Fria, a Truman e Eisenhower, começamos a compreender o desejo de controle e o que aconteceu com os Estados Unidos", considerou.
Desenvolvida durante cinco anos, a série mostra a partir de imagens de arquivo e com um ritmo trepidante fatos quais não se informou em seu momento, mas que forjaram de forma crucial, segundo Stone, a história do seu país.
"Para mim este foi um grande trabalho, talvez meu trabalho mais importante e estaria muito orgulhoso se pudesse ficar para as próximas gerações", assegurou o diretor.
Assíduo ao festival de San Sebastián, Stone foi homenageado na edição passada com um prêmio honorário Donostia pelo conjunto da obra. O cineasta tem três Oscars em seu currículo: melhor roteiro por "O Expresso da Meia-noite" (1978) de Alan Parker, melhor filme e melhor diretor por "Platoon" (1986) e melhor diretor por "Nascido em 4 de Julho" (1989).