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Série do 'Menino Maluquinho' estreia na Netflix

Produção, baseada na obra de Ziraldo, será a primeira animação brasileira da plataforma

"Menino Maluquinho" estreia na Netflix como primeira série brasileira de animação da plataforma
"Menino Maluquinho" estreia na Netflix como primeira série brasileira de animação da plataforma Foto : YouTube / Reprodução / CP

Neste Dia das Crianças a história do Menino Maluquinho estreia na Netflix como primeira série brasileira de animação da plataforma. A adaptação do clássico de Ziraldo chega no streaming com nove episódios que prometem criar uma nova geração de fãs do garoto da panela na cabeça, "com o olho maior que a barriga e vento nos pés".

O seriado gira em torno da imaginação sem limites e espontaneidade de um garoto de dez anos que subverte a realidade ao seu redor. Na história, os pais do menino se divorciaram. A mãe de Maluquinho conseguiu um emprego em uma nova cidade, e seu pai se mudou para lá também para ficar perto deles.

Acostumado com a vida confinada em uma cidade grande, Maluquinho agora está livre para vagar pelas ruas e explorar sozinho ou com seu novo e incrível grupo de amigos. "A obra do Ziraldo tem a preocupação da criança ser feliz hoje, enquanto é criança", comenta a produtora e showrunner da adaptação, Carina Schulze.

"Então, na série do Menino Maluquinho, usamos todo potencial de imaginação ao máximo para que essa criança seja feliz no presente e se torne um adulto alegre no futuro", afirma.

Segundo Carina, Ziraldo teve uma participação essencial na produção. O escritor participou das reuniões de arte e seu filho, Antônio Pinto, criou as músicas da série. "Nos ancoramos na essência do livro, mas buscamos modernizar o contexto, algumas piadas e cenários", explica o produtor Rodrigo Olaio.

Adaptações

Por se tratar de uma animação para um público que tem a partir de 6 anos de idade, Carina explica que buscaram deixar o ritmo da série mais acelerado e com piadas mais atuais. Ela ainda destaca uma curiosidade nos bastidores da produção: "falamos para todos os artistas trazerem um pouco da infância deles pra série. Então um grafite que aparece é um que realmente tinha na rua de um dos ilustradores. O cachorro do Bocão é igual a de um dos nossos artistas. Ao invés de criar uma locação em qualquer lugar do mundo, resolvemos optar pela simplicidade e essência de Ziraldo", explica.

"A gente quer mostrar uma série pra incentivar a imaginação das crianças e também passar uma mensagem para os adultos de sempre se questionar, questionar elementos ultrapassados do status quo e se permitir ser autêntico como uma criança", conclui.

 

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