Constantemente incluído na galeria de obras malditas dos anos 1970, “Não Nos Livre do Mal” retrata a amizade entre duas adolescentes que desafiam normas sociais: as jovens Anne (Jeanne Goupil) e Lore (Catherine Wagener) realizam missas negras, seduzem homens e provocam tragédias ao praticarem perigosas brincadeiras.
Inicialmente banido pela censura francesa por sua "perversão, sadismo e outras formas de destruição mental e moral”, o filme foi liberado após nove meses para ser exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, em 1971. Apesar da boa recepção por parte da crítica, “Não Nos Livre do Mal” fez uma carreira errática nos cinemas, sofrendo constante pressão e caindo gradualmente no esquecimento.
Seu lançamento em DVD nos Estados Unidos (em 2006) e no Japão (em 2008) e novas exibições em festivais de cinema fantástico, como o Night Visions Film Festival (na Finlândia) e o L’Etrange Festival (na França), deram início a uma nova onda de culto em torno do filme, que tem ainda no elenco Bernard Dhéran e Gérard Darrieu.