Compõem a mostra filmes marcantes do diretor, que retratam diversos momentos de sua carreira. Por exemplo, “Os boas-vidas” (1953), seu primeiro longa de projeção internacional, premiado no Festival de Veneza; a tríade “A Estrada da vida” (1954), “A trapaça” (1955) e “Noites de cabíria” (1957), marcada pela forte presença de simbolismos católicos; os clássicos “A doce vida” (1960), “Felllini 8 ½”, (1963) e “Amarcord” (1973), considerados como obras-primas do diretor, além de outros títulos de sucesso.
Aos nove anos já fazia espetáculos com marionetes feitas à mão. Foi cartunista, escritor de crônicas e textos publicitários, atuou como jornalista, entrevistando atores e diretores. Trabalhou também com Roberto Rossellini em “Roma, cidade aberta” (1945) e em vários outros projetos do diretor. Inicia seu trabalho como realizador em 1950, junto a Alberto Lattuana, em “Mulheres e Luzes” (1950), que narra a história de uma grupo de artistas vaudeville. Realiza e co-escreve, a convite do produtor Luigi Rovero, “Abismo de um sonho” (1952), filme estruturado em três atos que gira em torno de um casal provinciano recém-casado, em lua de mel em Roma. Nestes dois filmes o equilíbrio perturbador entre fantasia e realidade, entre ilusão e desilusão já se faz presente.
Sessões Acessíveis
Em julho, têm início as Sessões Acessíveis na Sala Redenção, com exibição de filmes nacionais acompanhados de recursos de acessibilidade. São duas sessões por mês: na primeira quarta-feira serão apresentados filmes com audiodescrição; e na segunda quarta-feira, é a vez do cinema legendado. A programação de julho traz o filme “Tropicália” (Tropicália, Brasil, 2012, 88 min), do diretor Marcelo Machado, que terá exibição com audiodescrição, dia 3 de julho, às 19 horas; e exibição com legenda, dia 10 de julho, também às 19 horas.
A audiodescrição é a narração de todas as imagens do filme, possibilitando que pessoas com deficiência visual tenham acesso ao que aparece na tela, como a aparência dos personagens, cenários e figurinos, ações e trejeitos. Já as legendas permitem que surdos e pessoas com deficiência auditiva acompanhem os diálogos, com indicações sobre a trilha sonora e qualquer som relevante, como o toque do telefone ou o tilintar de chaves.
O objetivo é reunir espectadores, profissionais e demais interessados nas questões de acessibilidade em encontros voltados para a difusão e a discussão desses recursos, além de investir em construção de público para eventos acessíveis. As exibições são seguidas de um bate-papo com a participação dos presentes. O projeto prevê encontros mensais durante o ano de 2013. As Sessões Acessíveis são uma promoção conjunta da Sala Redenção – Cinema Universitário e do Núcleo Interdisciplinar Pró-Acessibilidade Cultural em parceria com a Mil Palavras Acessibilidade Cultural.
Outra mostra que está em cartaz é a Cinema pela Verdade, que promoverá exibições de filmes seguidas de debates sobre o preríodo da ditadura civil-militar na América Latina em agosto.. Entre as produções brasileiras estão “Eu Me Lembro”, com direção de Luiz Fernando Lobo, e “Marighella”, de Isa Grinspum Ferraz. Já a ficção “Infância Clandestina”, de Benjamín Ávila, é uma co-produção Brasil-Argentina, e “No”, de Pablo Larraín, faz um recorte sobre a ditadura chilena.