Para celebrar o mês dos povos indígenas e sua presença na Universidade e no cinema nacional, a Sala Redenção (Eng. Luiz Englert, 333), em parceria com a Casa do Estudante Indígena da Ufrgs (CEI), apresenta, de hoje até quarta, 30, a mostra “Indígenas e resistência”.
A programação se inicia nesta segunda com dois documentários sobre aspectos sociais e culturais dos povos originários. Às 16h é exibido “Martírio” (2016), longa-metragem que tematiza o genocídio da população guarani kaiowa por meio de imagens históricas e atuais relativas à retomada de territórios. Na sequência, às 19h, “Lembrem disso, minhas iambré” (2025) tem sua sessão de estreia. O documentário registra a retomada kaingang no Morro Santana, em Porto Alegre, e a condução da comunidade pela liderança indígena Gäh Té. A exibição é seguida de debate com Gãh Té e Bruno Huyer, realizadores do filme.
Na terça-feira, dia 29, 16h, o público pode assistir a “Para’Í” (2018), terceiro longa-metragem da mostra. O filme acompanha os questionamentos de Pará, uma menina guarani que vive com seus pais em área urbana e se depara com a descoberta de conhecimentos ancestrais.
“Indígenas e resistência” termina com sessão de curtas-metragens na quarta-feira, 30, às 16h. Serão exibidos “A Universidade que se quer: território do bem viver!” (2021), “Ga vi: a voz do barro” (2022), “A Araucária e a Gralha Azul” (2023) e “Nhemboaty kunhangue – do Povo Guarani” (2024). A curadoria da sessão é dos residentes da CEI e a exibição é seguida de roda de conversa sobre a presença indígena na Universidade e os desafios interculturais enfrentados pelos estudantes. A mostra tem entrada franca e é aberta à comunidade em geral.