Segundo a viúva Syone Guimarães da Costa, mesmo aos 92 anos o Príncipe do Samba ainda fazia apresentações. “Ele adorava fazer o que ele fazia e morreu querendo continuar cantando. Ele gostava muito dessa juventude agora, das pessoas novas que estavam chegando no samba e dizia: 'eles é que vão dar continuidade ao que eu plantei'. Tenho certeza de que ele não será esquecido”, disse.
Silva gravou cerca de 20 álbuns, além de dezenas de compactos e centenas de músicas de compositores como Ataulfo Alves, Lamartine Babo e Nelson Cavaquinho. Entre seus maiores sucessos destacam-se Maria Teresa, Normélia e Jornal da Morte. Nascido no Morro do Cantagalo, na zona sul do Rio de Janeiro, Roberto Napoleão Silva trabalhou como cantor nas rádios Nacional e Tupi.