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Scarlett Johansson volta aos cinemas mais poderosa do que nunca

Atriz protagoniza "Lucy", novo filme do cineasta francês Luc Besson

Scarlett Johansson volta aos cinemas mais poderosa do que nunca
Scarlett Johansson volta aos cinemas mais poderosa do que nunca Foto : Jessica Forde / Universal Pictures / Divulgação / CP
Quem gosta de ficção científica e aprecia a atuação da bela Scarlett Johansson (que deliciou mentes e ouvidos na "aparição sonora" em "Ela") tem um prato cheio em  "Lucy", novo filme do cineasta francês Luc Besson, que chega às salas de cinema nesta quinta-feira.

Conhecido por sucessos como "Nikita" e "O Quinto Elemento", Besson traz Scarlett vivendo a personagem que dá nome ao filme, em momentos intensos do início ao fim da trama. Ela é uma mulher que, sem querer, se envolve com traficantes chineses, e é obrigada a transportar uma droga muito poderosa em seu estômago. Até aí tudo parece levar o espectador a mais um filme de ação, com tráfico e tiros. Sim e não. Luc Besson usa de seus mágicos efeitos, já vistos nas produções anteriores, para criar atmosferas paralelas.

No caminho "da missão", Scarlett é agredida, fazendo com que a droga se abra em seu corpo e se espalhe pela corrente sanguínea. Aí é que são elas. A moça começa a desenvolver sintomas, intuídos e imaginados pelo cientista que mais tem estudado o novo elemento químico (um médico vivido pelo sempre único Morgan Freeman). Contando simultaneamente as duas histórias: a da moça que entra na roubada do tráfico e do cientista que vai descobrindo algo surpreeendente, "Lucy" traz elementos filosóficos para uma reflexão nada rasteira.

Claro que você deve permitir-se "entrar na viagem" de Besson. Acreditar, por exemplo, no que acontece com a moça que, ao invés de morrer, tem o cérebro superativado e se torna super-humana. Lucy começa a usar cada vez mais a capacidade do seu cérebro, o que a permite sentir a eletricidade e o calor do corpo. O autodomínio e o domínio do outro e do ambiente ao redor passa de mero sonho desejado para uma realidade tangível. Até a consciência da finitude da vida surge na trama humanizada.

As imagens que ajudam a entender os processos de evolução e de transformação fazem a trama crescer na virtualidade das imagens. Um espetáculo para os olhos (aí o 3D ou Imax se justificam plenamente). Repetindo a dose de "Nikita", o diretor cria, em "Lucy", um filme com uma personagem feminina muito forte.  "Lucy" já arrecadou 100 milhões de dólares e desbancou filmes como "Hércules" e "Guardiões da Galáxia". Tem os elementos da diversão, sem o vazio de "Mercenários" ou a violência extrema de produções do gênero ação.

Assista ao trailer: 


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