Essa trilogia é adaptada novamente pelas mãos do cineasta neozelandês Peter Jackson, que já dirigiu a franquia "O Senhor dos Anéis". A história é ambientada 60 anos antes dos fatos apresentados na bem-sucedida trilogia anterior.
Neste novo filme, o grupo de anões sobreviventes do reino de Erebor dá continuidade à jornada de retomar seu castelo e as minas de ouro que ficam sob o reino, tomado por um dragão. O mago Gandalf, o Cinza (Ian McKellen) e o hobbit Bilbo (Martin Freeman) também se juntaram à missão dos anões e enfrentam perigos. Eles têm de passar pela Floresta das Trevas, onde Gandalf os deixa para descobrir qual a fonte do mal que está se espalhando por toda a Terra Média. A criatividade de Tolkien ganha uma adaptação espetacular para os ambientes e desafios a serem superados pelos heróis, como florestas com aranhas gigantes (o filme não é indicado para quem tem aracnofobia), elfos invencíveis, orcs nojentos e uma cidade sobre um lago. Os anões e o hobbit seguem até chegar ao castelo onde está Smaug, o dragão que há muito tempo saqueou o reino do avô de Thorin, o líder dos anões. Esses seres, apesar da baixa estatura, se mostram ágeis guerreiros que sabem trabalhar em equipe.
Os fãs da obra literária irão encontrar uma novidade na versão cinematográfica que não estava presente nos livros. É a personagem Tauriel, uma elfa que é a chefe da guarda de seu povo, vivida pela atriz Evangeline Lilly (da extinta série "Lost"). Ela será uma combatente ao lado de Legolas (Orlando Bloom). Mas, dentro do reino dos elfos, ela é inferior hierarquicamente a ele. A guerreira será responsável pelo sutil clima romântico da trama.
Se no primeiro filme as cantorias do anões glutões deixaram o ritmo um tanto arrastado, este segundo capítulo acelera a trama. A parte técnica, em áreas como som, efeitos especiais e maquiagem, especialmente em 3D, supera o primeiro filme e pode encantar mesmo quem não é fã de histórias fantasiosas.
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