Nesta audiência preliminar, que marca o início do julgamento do médico particular do artista - morto em julho de 2009 de uma overdose de medicamentos -, o juiz do tribunal superior de Los Angeles, Michael Pastor, perguntou aos 160 aspirantes escolhidos aleatoriamente se algum deles ignorava o caso. Nenhum levantou a mão, e o juiz brincou: "não esperávamos que vivessem debaixo de uma rocha ou que fossem marcianos fazendo uma parada aqui".
Conrad Murray é acusado de dar a Michael Jackson uma dose fatal de Propofol, um poderoso sedativo que o artista usava para dormir porque sofria de insônia, e de não controlá-lo apropriadamente quando o administrou. Os 160 potenciais membros do júri serão interrogados para determinar se estão habilitados para servir no julgamento ao médico, que será transmitido pela TV e cujas alegações de abertura estão previstas a princípio para 27 de setembro.
Os que superarem a primeira etapa deverão então preencher um amplo questionário de 30 páginas desenhado para garantir imparcialidade neste caso. Nele se pergunta aos aspirantes, por exemplo, quanto sabem sobre Murray e a morte de Jackson e quais são suas opiniões sobre os médicos, os remédios e as autoridades.
Conrad Murray estava no tribunal, apesar de ter evitado os fotógrados ao entrar pela porta de trás do edifício do Tribunal Superior de Los Angeles. Fora do tribunal havia apenas dois manifestantes: um a favor de Murray e outro contra. No passado, reuniram-se grandes quantidades de manifestantes nas audiências preliminares, e é possível que assim ocorra quando o julgamento começar efetivamente, no fim do mês.