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Semana para conferir o Oscar

Transferida da última sexta-feira, dia 17, para dia 23, pelos incêndios em Los Angeles, a divulgação dos indicados gera expectativa

O Brasil, de "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, assim como outros países, está de olho nestas indicações desde que foi divulgada a pré-lista
O Brasil, de "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, assim como outros países, está de olho nestas indicações desde que foi divulgada a pré-lista Foto : Sofia Paciullo / Divulgação / CP

A cerimônia de entrega das estatuetas do Oscar 2025, pela Academia de Cinema de Hollywood está, a princípio, marcada para 2 de março. A lista dos indicados deveria ter sido divulgada na última sexta-feira dia 10, mas com os incêndios que assolaram Los Angeles nos últimos dias, o evento foi transferido duas vezes. a primeira para este domingo, e em seguida para a próxima quinta-feira, dia 23. Tudo por conta dos incêndios que vêm assolando a Califórnia.

O Brasil, assim como outros países, está de olho nestas indicações desde que foi divulgada a pré-lista, em dezembro. Naquele momento, o audiovisual brasileiro já festejou a entrada naquela lista inicial do filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles.

Alguns prêmios já recebidos pelo diretor, pelo filme e, sobretudo o Globo de Ouro que a atriz Fernanda Torres recebeu por sua atuação como Eunice Paiva, mantêm vivas as esperanças de seguir na disputa. Tanto no que se refere à disputa de Filme Internacional quanto na categoria de Melhor Atriz. O longa, inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, aborda a história de Eunice Paiva durante a ditadura militar no Brasil, e tem feito uma excepcional carreira nos cinemas. Na semana passada, “Ainda Estou Aqui’ foi indicado aos prêmio Bafta 2025.

As votações da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas terminaram na última segunda-feira, dia 13 de janeiro. A indicações ao Oscar 2025 serão reveladas no dia 23 de janeiro, diretamente nas redes sociais da Academia e em veículos especializados. A partir daí, a corrida para o maior prêmio do cinema entra na reta final, com os vencedores sendo escolhidos em fevereiro.

A torcida pelo Brasil merece um olhar sobre o passado. O direto Walter Salles foi quem recebeu a última indicação ao Oscar, com “Central do Brasil”, em 1998. Foi o ano em que não só o longa era nomeado na categoria de Melhor Filme Internacional, mas também o Brasil torceu por Fernanda Montenegro, a mãe de Fernanda Torres, que estava na disputa pela de Melhor Atriz. Não levou.

“Ainda Estou Aqui” foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar 2025. Momento importante em sua trajetória foi a exibição do filme e a presença da equipe no Festival Internacional de Cinema de Toronto (Tiff), no Canadá. A partir dali a imprensa internacional, e a brasileira, começaram a inseri-lo na short-list de possíveis indicados à premiação na categoria de Melhor Filme Internacional. Fernanda Torres também desponta na estimativa de várias dessas listas para o prêmio de Melhor Atriz.

Nem o acontecido em Los Angeles com os inesperados incêndios diminui a campanha para a premiação. Tanto da produção brasileira quanto das demais. Entrevistas, encontros e uma intensa preparação têm envolvido a todos.

O filme tem suas possibilidades de estar na lista final. Fernanda Torres, protagonista da obra, também. Ela está cotada pelas maiores revistas e veículos de cultura do mundo para uma vaga como Melhor Atriz no Oscar. Depois de ter sido nomeada ao Globo de Ouro na mesma categoria e vencer, e também ser homenageada pela associação do Critics Choice na “Latino Celebration”, em outubro deste ano, quando recebeu o prêmio de Melhor Atriz de Drama, as chances aumentaram exponencialmente.

Se chegar Oscar, Fernanda Torres será a primeira atriz brasileira a ser indicada por um papel de drama nos últimos 26 anos. O Brasil nunca ganhou um Oscar em nenhuma das categorias, vale dizer. Em 1960, nós chegamos bem perto com Orfeu Negro (1959), gravado no Brasil, em meio ao Carnaval do Rio de Janeiro, e estrelado por Breno Mello, ator e jogador de futebol brasileiro, e Léa Garcia, que conquistou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, mas a estatueta acabou indo parar bem longe daqui, pois representou a França.

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