Em nova passagem por Porto Alegre com a turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”, o Sepultura deixou em êxtase o público que lotou o Auditório Araújo Viana na noite de sábado (31 de maio). Depois da apresentação em março do ano passado na Capital, Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo), Derrick Green (vocal e percussão) e Greyson Nekrutman (bateria) retornaram para executar os sucessos dos vários discos e fases do grupo formado na capital Belo Horizonte, em 1984.
Os shows da turnê, anunciada em 2023 e iniciada no ano passado, estão proporcionando uma grande celebração à trajetória do grupo que, ao longo de mais de 40 anos, levou o nome do Brasil ao topo do Heavy Metal pelo planeta. E, em 2025, a região Sul do país entrou novamente na rota da banda, para alegria e delírio dos fãs.
O show de sábado em Porto Alegre foi novamente marcado pela forte conexão entre músicos e público ao som de um repertório permeado de músicas de quase toda a carreira dos metaleiros. Os fãs cantaram, pularam e vibraram, desde o início, com canções como “Beneath the Remains”, do álbum homônimo (1989), “Desperate Cry”, do Arise (1991), “Attitude”, do Roots (1996), e “Kairos”, do disco de mesmo nome (2011).
A execução marcante de Kisser abrindo “Guardians of Earth”, faixa contra a destruição ambiental e que compõe o disco conceitual “Quadra” (2020), foi outro momento de delírio e emoção para os milhares de espectadores no Araújo Viana. Com “Kayowas”, do álbum “Chaos A.D.” (1993), Derrick Green e convidados assumiram a percussão e empolgaram do início ao fim. Com “Agony of Defeat”, do “Quadra”, e “Territory”, do “Chaos A.D.”, banda e fãs mantiveram a inexplicável sintonia da noite.
A sempre icônica “Troops of Doom”, do “Morbid Visions” (1986), começou logo depois de Kisser anunciar que viriam mais sons das antigas. “Refuse/Resist”, do Chaos A.D., “Arise”, “Ratamahatta” e “Roots Bloody Roots”, ambas do Roots, que nunca podem faltar, completaram a noite de celebração do legado do Sepultura.
Como mais uma prova da conexão entre banda e fãs, nos intervalos de praticamente todas as músicas, o público gritava “Sepultura, Sepultura, Sepultura”, marcando o show que foi muito além de uma despedida, a exemplo do que tem sido a turnê “Celebrating Life Through Death”: icônica e histórica.