No acervo digitalizado do Arquivo Nacional, o jornalista e pesquisador musical Renato Vieira encontrou sete músicas inéditas do cantor e compositor Belchior (1946 – 2017). As letras de “Fim do Mundo”, “Baião de Dois Vinte e Dois”, “Alazão”, “Adivinha”, “Outras Constelações”, “Bip… Bip…” e “Posto em Sossego”, algumas compostas em parceria com Ednardo, Fagner e Fausto Nilo, apareceram no sistema porque foram enviadas, entre 1971 e 1979, para a Divisão de Censura de Diversões Públicas, órgão criado pela ditadura militar para analisar produções artísticas.
O pesquisador afirma que nenhuma delas foi censurada, como aconteceu com outras letras, mas nenhuma delas foi gravada pelo cearense. Não se sabe, porém, se algum parceiro do músico guarda gravações que nunca viram a luz do dia. Ao saber da notícia, Fagner expôs a intenção de gravar as duas parcerias "Alazão" e "Posto em sossego".
Enquanto espera-se mais detalhes sobre a descoberta da pesquisador, para matar a saudade de Belchior, pode-se ouvir o trabalho que Ana Cañas elaborou em homenagem a Belchior. Nas plataformas de música e em clipes no YouTube, a cantora exibe interpretações intensas para “Divina comédia humana”, “A palo seco”, “Comentário a respeito de John” e “Sujeito de sorte”.