Com concepção e coreografia de Eduardo Severino e direção cênica de Elcio Rossini e Eduardo Severino, o trabalho se propõe a borrar as encarnações do feminino e do masculino, misturando marcadores de gênero e levando à cena sexualidades provisórias. Vestes hieráticas, mulheres com falo, homens em tubinhos e decotes sexy, coletes de pele, cuecas e calcinhas vermelhas e corpos nus interrogam, com humor, a falocracia que marca as relações interpessoais na cultura brasileira e que acaba encontrando reflexo na nossa arte.
A peça procura levar ao espectador a oportunidade de desfrutar da ambiguidade da carne, sem receio de ser pego em flagrante delito de voyeurismo. Participam ainda no palco Mônica Dantas e Luciano Tavares. A obra realizou uma pré-estreia em abril também na Usina do Gasômetro e subiu aos palcos de Santiago, no Chile, no mês de abril, no Festival Internacional de Artes Cênicas e Transdisciplinaridade/Fidet.
Eduardo Severino recebeu indicação como Melhor Bailarino ao Prêmio Açorianos de Dança, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, no ano de 2000. Luciano Tavares recebeu indicações nos anos de 1998 e 1997 e recebeu indicações no Prêmio Açorianos de Dança na categoria de Melhor Bailarino. Em 1994, recebeu Menção Honrosa no Prêmio Açorianos de Dança pelo conjunto da obra como intérprete.