A geopolítica de fundo serve para dar sentido aos movimentos de raciocínio e de corpo, vividos por Sherlock. Em todo o mundo, espalham-se as notícias: escândalo derruba magnata indiano do algodão; traficante chinês de ópio morre de possível overdose; bombardeios em Estrasburgo e Viena; morte de magnata americano do aço. As ligações dos fatos só são vistas pelo astuto detetive criado pela imaginação de Sir Arthur Conan Doyle.
Duas horas de filme levam os personagens e o espectador a passeios por França, Alemanha e, finalmente, Suíça, no final do século XIX Tecnologia não falta, hoje, para explosões, disfarces, alteração de velocidade das cenas e posta em cena do investigador mimetizado em poltronas ou cortinas.
Mas, além de tecnologia, o filme tem outras novidades. No seu primeiro papel falando inglês, a sueca Noomi Rapace, de "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres", é, sim, uma cigana misteriosa; Jared Harris ("O Curioso Caso de Benjamin Button") vive o notório professor Moriarty; e Stephen Fry ("Alice no País das Maravilhas") é Mycroft, o irmão mais velho e excêntrico de Holmes.
Goste ou não, a produção, que estreia, hoje, em 25 países, já faz mais sucesso que o primeiro filme.
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