A banda americana tem excelentes instrumentistas, todos ganhando um tempo para mostrar suas qualidades no show de quase duas horas e meia. O espetáculo privilegiou as músicas do novo disco, que leva o mesmo nome da turnê. As músicas são longas, todas com mais de oito minutos. E este show para mim foi melhor do que o anterior, de 2010. O vocalista James LaBrie estava mais humorado, conversou com a plateia e elogiou intensamente os parceiros: o guitarrista virtuose John Petrucci, que parece brincar com seu instrumento; o quietão John Myung dedilhando furiosamente seu baixo de seis cordas. E claro a figuraça Jordan Rodess, que viajava com seu teclado.
Ah, sim, ele é a cara do DJ do bar Prefácio, Iran. E na bateria, como já dito, o ótimo Mike Mangini. O grupo é claramente inspirado nos gigantes Pink Floyd e Rush. Aliás, uma das músicas é encerrada com Mangini martelando o gongo tal como fez Roger Waters no clipe de "A Saurcerful of Secrets", no filme "Live at Pompeii".
Foram apresentadas cerca de 15 músicas, entre elas as novas "Bridges in the Sky", "Build Me Up, Break Me Down", "On the Back of Angels" e "Breaking All Illusions". Teve ainda o momento acústico, com LaBrie sentado num banquinho, enquanto que Rodess dedilhava a suave "Wait for Sleep".
A galera pediu Metropolis, mas não levou. O show encerrou com a linda "Pull Me Under", que é evidente o maior clássico do Dream Theater. Pena que a voz de LaBrie ficou meio embolada. Só que os fiéis da banda de prog metal (metal progressivo) nem deram bola para isso. A música acabou, o grupo se despediu e muita gente não arredou o pé, não querendo mais, mas ainda viajando no belo espetáculo numa sexta-feira de agosto com cara de verão.