Nesta sexta-feira, dia 24, às 21h, haverá uma reunião histórica em Porto Alegre. Ícone da fusão da música regionalista com MPB e rock nos anos 1970, o grupo Almôndegas se reúne no palco do Auditório Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, 685) para um show cheio de clássicos como "Vento Negro", "Androginismo", “Haragana”, “Canção da Meia-Noite e "Sombra Fresca e Rock no Quintal". Ingressos pela plataforma Sympla.
No sábado, dia 25, eles se apresentam no Theatro Guarany (Rua Lôbo da Costa, 849), em Pelotas.
Show histórico
Depois de muitos anos de espera, finalmente o aguardado encontro dos integrantes originais do Almôndegas, que não acontecia por causa da distância e da agenda dos integrantes: Kleiton e Kledir Ramil, Quico Castro Neves, Gilnei Silveira, João Baptista e Zé Flavio. Eles se reúnem em um espetáculo inédito para celebrar a banda que é um marco na história da música popular do Rio Grande do Sul e relembrar canções como dos quatro álbuns de estúdio gravados entre 1975 e 1978 (Almôndegas, Aqui, Alhos com Bugalhos e Circo de Marionetes).
Como tudo começou
O grupo surgiu na década de 70 em Pelotas. Formado por Kleiton, Kledir, Quico Castro Neves, Gilnei Silveira, Peri Sousa, João Batista e Zé Flávio mesclava regionalismo com música pop, misturando canções do folclore gaúcho, MPB e rock.
Foram os pioneiros a criar linguagem particular à música pop gaúcha. Em 1975, eles vieram para Porto Alegre e após quatro discos se desfez em 1979. A banda voltou a se reunir em 1990 para série de shows na Capital e, em 2010, eles foram homenageados no Carnaval de Pelotas.
O trabalho do Almôndegas virou referência para artistas posteriores do pop rock gaúcho como Thedy Corrêa, Wander Wildner, Duca Leindecker entre outros.
Entrevista com Zé Flávio, ouça áudio abaixo: