Gessinger mostra seu lado multi-instrumentista, dando preferência às origens no baixo, mas também tocando gaita, teclados, harmônicas, com o acompanhamento de Rodrigo Tavares nas guitarras e Rafael Bisogno na bateria. No show, também serão lembrados grandes sucessos e clássicos dos Engenheiros do Hawaii.
“Depois de quatro anos com o projeto Pouca Vogal, volto ao baixo e ao formato Power trio. É onde me sinto mais a vontade e foi como fiz a maior parte da história dos Engenheiros do Hawaii. Resolvi assumir o nome solo pois não usei uma banda fixa na gravação do 'Insular'", explica o músico. "Convidei vários músicos que admiro, usei várias formações. Mas não houve ruptura na maneira como escrevo e toco, só amadurecimento”, analisa.
O novo trabalho tem também participação de nomes de peso da música gaúcha como Luis Carlos Borges, Bebeto Alves, Frank Solari, Nico Nicolaiewsky (Tangos e Tragédias) e os companheiros de Engenheiros do Hawaii entre 1996/2000 Luciano Granja, Lúcio Dorfman e Adal Fonseca e entre 2001/2007 Fernando Aranha, Pedro Augusto e Gláucio Ayala.
“Fui muito rigoroso na escolha do repertório, na busca dos convidados, da formação certa para cada música. Nesta estrada já longa, com 19 discos, aprendi que cada um deles tem sua maneira de chegar ao ouvinte. Acho que Insular estáentreosdiscos mais misteriosos que gravei, cheio de detalhes, várias camadas, ligações entre as músicas, coisas que o pessoal vai descobrindo aos poucos. Não esperei dez anos para gravar um disco que ficasse velho em quinze minutos”, completa o compositor.