Arte & Agenda

Simpatia É Quase Amor atrai milhares de foliões na orla de Ipanema

Samba do tradicional bloco mistura Iemanjá e Vinícius de Moraes

Perto de completar 30 anos, o bloco Simpatia É Quase Amor reúne na tarde deste domingo milhares de foliões na orla de Ipanema, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. O samba do tradicional bloco mistura Iemanjá e Vinícius de Moraes, o poeta que projetou internacionalmente a praia carioca.

Segundo o diretor do bloco Dodô Brandão, o Simpatia atrai os mais variados foliões. “Há uma garotada que hoje vai a tudo o quanto é bloco. Junta com a garotada que sai da praia quando o bloco passa e entra no bloco. E tem a coisa família, que vem lá de trás. A gente tem foliões fiéis que estão com a gente desde o primeiro dia. Tem as filhas dos diretores do bloco que, com um ano de idade estavam de carrinho na frente do bloco. Hoje elas trazem os amigos”, afirmou.

Dodô conta que o bloco nasceu em 1984, como uma manifestação contra a rejeição da Emenda Constitucional Dante de Oliveira pelo Congresso Nacional, que previa as eleições diretas para presidente. Em seu primeiro carnaval, o bloco arrastou menos de mil pessoas. Hoje, a direção do bloco estima que 150 mil pessoas participem do desfile.

“Dentro do Movimento Diretas Já, tinha uma torcida, Fla Diretas, com quem a gente pegou seis ou sete instrumentos, e juntamos com mais 15 que a [escola de samba] Mangueira emprestou para a gente. E tinha um supermercado, Casas da Banha, que nos emprestou uma kombi. E o Simpatia arrastou 700 pessoas, mil no máximo. Mas já dava para sentir a energia, dava para perceber que o bloco teria vida longa e que ia ser o sucesso que é hoje”, disse.


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