Com o "povo roqueiro" já quente após as duas bandas de abertura, Zerodoze e Porn Queen (bastante aplaudida, por sinal), Slash entrou no palco por volta das 21h15min com os primeiros acordes de "Halo", faixa do novo trabalho, "Apocalyptic Love", um disco que pode ser ouvido na íntegra sem arrependimento, comprovado em outras faixas que Slash & Cia mostraram no show, como "Standing in the Sun", "Not for Me" e a excelente "Anastacia", com seu solo final com influências do flamenco, coisa que ele já havia feito no tempo do Guns, com "Double Talkin Jive".
O primeiro Guns da noite veio com "Nightrain", para delírio total do público, que ainda pulou muito com a sequencia "Rocket Queen" e veio abaixo com a emocionante "Civil War", música que andava fora do setlist de Slash nos últimos tempos. A ânsia de ouvir e ver mais coisas do tempo do Guns foi recompensada com a icônica "Sweet Child o' Mine", cantada em coro. Outra que voltou ao set foi a sua interpretação do tema do filme "O Poderoso Chefão". Na volta para o bis, Myles mostrou que está entre os grandes vocalistas com a sua "Starlight" e, pra fechar a noite, a apoteótica "Paradise City". Faltou duas boas músicas, "Bad Rain", do disco novo, e a emblemática "Welcome to the Jungle".
De poucas palavras no palco, e deixando a banda brilhar em muitos momentos, Slash provoca tantos gritinhos histéricos do público feminino quanto seu parceiro Axl nos tempos do Guns, mas sua música e solos arrasadores não deixam ninguém esquecer sua missão: fazer o bom e velho rock, sempre!
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