Desde outubro deste ano, o local une as três unidades da Nova Acrópole até então existentes em Porto Alegre. A construção, de 1790, teve reparos até 1922. Em 1995, recebeu a Casa Cor, o que danificou parte das características originais, mas revitalizou o local na época. Há três anos estava desocupado, depois de servir como restaurante e sede de partidos políticos e da Secretaria Estadual de Cultura.
A escola de filosofia, que aposta na troca de conhecimentos sobre o homem, buscando o auto-desenvolvimentos em suas ações diárias, além da função operacional do homem na sociedade, pretende transformar o local em um centro cultural a partir de maio do próximo ano. Vai oferecer eventos culturais diários nas áreas de filosofia, ciência, música, esportes e artes. Após o acordo com a associação de arquitetos, os ânimos se fortalecem.
Para a presidente da AAI local, Silvia Barakat, a participação na reforma do Solar Palmeiro é considerado um dos grandes projetos da entidade para 2012. "O nosso objetivo é unir o conhecimento técnico do arquiteto com a restauração do patrimônio histórico do Solar, o que resulta na valorização da cidade. Isso também passa pelo entendimento de que as responsabilidades social e ambiental são prioridades para a nossa Associação. Preservar a história é um dos desafios da sociedade deste século", afirma.
O Solar Palmeira, no número 148 da Praça da Matriz, guarda passeios ímpares. Em seus três andares de fases e estilos diferentes, entre os quais predomina o neoclássico, tem 14 banheiros, afrescos, pinturas, jardim de inverno e dois porões, com direito a passagem secreta.
A Nova Acrópole é uma organização internacional de caráter filosófico, cultural e social. Na Grécia Antiga, Acrópole significava a parte mais elevada da cidade, onde se estabelecia o contato entre o visível e o invisível.