A partir desta terça-feira, 23, no Farol Santander Poa (R. Sete de Setembro, 1028), está exposta a mostra “Sombras Milenares: o mundo de HYBYCOZO”, misturando conceitos matemáticos e científicos a partir da arte, fazendo uma dança entre luz e sombras. As noves estruturas geométricas ocupam o espaço da Arena 2, no segundo andar do prédio.
O HYBYCOZO - Hyperspace Bypass Construction Zone - é um estúdio internacional fundado pela artista ucraniana Yelena Filipchuk e o designer industrial canadense Serge Beaulieu. O casal cria estruturas que expandem a utilização da tecnologia, geometria e fabricação.
Ao adentrar o espaço de exposição, é possível visualizar a obra “Sunscope”, similar a uma mandala, que permite a pausa para navegar pelas luzes ao passo que a trilha etérea navega pelo espaço de exposição. A trilha é conectada à obra “Cubek”, inédita em Porto Alegre, que pulsa de acordo com a melodia.
“A música foi uma contribuição nossa , já que Yelena e Serge não são artistas sonoros. Nós que produzimos as obras podemos participar de um certo modo propondo essa trilha”, detalha o diretor artístico Felipe Sztutman. O caminho entre sombras e luzes segue com as obras “Interativa”, “Aura” (também inédita), “Icozo”, “Trocto”, Dodi e “Rhombi”.
Com produção brasileira por meio da fabricação digital com tecnologia de controle numérico computadorizado (CNC), em que os criadores enviam os arquivos digitais e são “impressos” no Brasil, as peças passaram por pintura eletrostática e depois montada segundo as instruções dos artistas. No entanto, apesar do grande uso da tecnologia, a montagem precisou de auxílio manual. Duas peças foram importadas dos Estados Unidos e da China e precisaram de ajustes feitos manualmente.
“É um casamento muito preciso entre tecnologia e artesanal. E o produto final não é não é a obra física ou objeto. Ele é um espaço. Porque quando emite luz, ela cria um ambiente e expande para além da do objeto, projetando sombras e luzes nas paredes”, explica Sztutman.
No Farol Santander, foi preciso colocar uma espécie de “parede” para que as sombras pudessem ficar mais evidentes ao passo que conversam com o teto e o vitral imponente do local. Em parceria com o curador Antonio Curti, Sztutman afirma que cerca de 50 pessoas estão envolvidas na exposição, desde a logística até a entrega final. A mostra segue aberta para visitação, gratuita, segue até o dia 23 de novembro.
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Exposição "Sombras Milenares" no Farol Santander
*Sob Supervisão de Luiz Gonzaga Lopes