A segunda noite terá Zeca Baleiro reverenciando Zé Ramalho nesta quinta, às 21h, no Sesi (Assis Brasil, 8787). Na sexta, será a vez de Maria Gadú reler e reinterpretar Cazuza. A turnê itinerante já passou por Natal (Teatro Riachuelo, de 27 a 29 de setembro), Recife (Teatro Guararapes, 1 a 3 de outubro) e Fortaleza (Siará Hall, 5 a 7 de outubro) e terá seu ponto final no Rio de Janeiro (Vivo Rio, de 29 de novembro a 1 de dezembro). xo.
Zeca Baleiro e Zé Ramalho são do Nordeste. Zeca, 47 anos, de São Luis, do Maranhão e Zé, 64 anos, de Brejo Cruz, na Paraíba. A vastidão do universo musical nordestino os colocou em distintos universos musicais, o que valoriza e ressalta o ineditismo do show. De Flor da Pele a Avohai, Zeca Baleiro empresta o seu estilo multifacetado e o seu lirismo mordaz para a multiplicidade de estilos abrangidos pela música de Zé Ramalho que misturam as canções nordestinas, Jovem Guarda, Beatles, Stones, Pink Floyd, Raul Seixas e principalmente de Bob Dylan.
Nesta entrevista ao Correio do Povo, Zeca Baleiro fala sobre a influência de Zé Ramalho na sua música, como será o repertório do show e a relevância deste tipo de iniciativa de ídolos homenagearem as suas referências musicais.
CP - Qual a tua identidade com a música e a vida de Zé Ramalho?
Zeca Baleiro - Somos nordestinos, e embora sejamos de "nordestes" diferentes, temos afinidades naturais. Outras afinidades vêm das influências musicais - rock 60, jovem guarda, cordel, repente... Quanto à vida, não sei dizer, acho que são vidas bem distintas e é difícil qualquer comparação porque somos de gerações diferentes, muito diferentes, apesar de próximas.
CP - Qual a influência de Zé Ramalho na tua carreira?
Zeca - Grande, como foi a de toda a geração nordestina 70 - Belchior, Fagner, Ednardo, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Vital Farias...
CP - Como será o repertório do show do Banco do Brasil Covers?
Zeca - Não posso entregar (risos). Só posso dizer que mesclarei os grandes sucessos com algumas surpresas - músicas esquecidas e lados B brilhantes.
CP - Como tu analisas este projeto, no qual os ídolos de uma geração interpretam e releem canções de ídolos de geração anterior?
Zeca - É maravilhoso poder ter a chance de dedicar um show inteiro à obra de um ídolo. É instigante, prazeroso e revelador. Certos pontos de contato vão se revelando aos poucos, durante os ensaios e as apresentações. E isso é bonito de ver.