Arte & Agenda

Sonata Arctica esquenta uma noite fria

Quinteto apresentou em Porto Alegre a turnê de "The Ninth Hour"

Grupo apresentou seus sucessos ao público gaúcho
Grupo apresentou seus sucessos ao público gaúcho Foto : Chico Izidro / Especial / CP
Um show de puro Power metal, foi o que apresentou na terça-feira a banda finlandesa Sonata Arctica no Teatro AMRIGS, em Porto Alegre. O quinteto, em sua terceira passagem por Porto Alegre, está na turnê de seu mais recente trabalho, lançado no ano passado e intitulado "The Ninth Hour". A apresentação começou exatamente às 21h04min, terminando por volta das 22h35min.

Como foi realizado em um teatro, a impressão é que estávamos naqueles shows dos anos 1960, com todos os espectadores sentados confortavelmente em poltronas. Mas tão logo as luzes se apagaram e a banda entrou no palco, todo mundo ficou de pé. A introdução foi com "Closer to an Animal", do novo disco. Na sequência, "Life", também do "The Ninth Hour". E o som passava longe da melodia, com mais ênfase na pancadaria. Aliás, este mais recente trabalho foi privilegiado ainda com "Fairytale", "Among The Shooting Stars", "We Are What We Are".

A Sonata Arctica, no entanto, não ficou presa apenas a este álbum, percorrendo quase toda a carreira, privilegiando pelo menos uma música de cada trabalho. O disco de estreia, de 1999, teve a apresentação de "Fullmoon". De "Silence", de 2001, o público foi agraciado pela bela "Tallulah", com os fãs cantando junto com a banda – e incrível, mesmo um grupo pouco conhecido no Brasil tem um público cativo, que conhece todas as músicas – e "The Power of One".

O disco de 2003, "Winterheart’s Guild" apareceu com "Abandoned, Please, Brainwashed, Exploidet". "Misplaced" e "Don’t Say a Word", de "Reckoning Night", de 2004, também foram tocadas. "In Black and White", do Unia, de 2007, agitou muito a galera. Já no bis, veio a poderosa "I Have a Right", de 2012, do disco "Stones, Grown Her Name".

A banda, formada pelo carismático e comunicativo, mesmo que falasse sempre em inglês com o público, Tony Kakko, o baterista e fundador Tommy Portimo, o guitarrista Elias Vijanen, o tecladista Henrik “Henkka” Klingenberg e o baixista Pasi Kauppinen, mostraram a boa tradição de bandas finlandesas e que apesar de lá ser um país frio, a música deles é exatamente o contrário. Quente e vigorosa.

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