Arte & Agenda

Sonoridade “Gris” de Juliana Cortes e Dante Ozzetti na Capital

Porto Alegre recebe a turnê de 10 anos do disco “Gris”, da cantora e do produtor e violonista. O espetáculo é hoje, 19h, no Teatro Olga Reverbel

Dante Ozzetti e Juliana Cortes apresentam o show de 10 anos do disco "Gris", neste sábado, 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel
Dante Ozzetti e Juliana Cortes apresentam o show de 10 anos do disco "Gris", neste sábado, 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel Foto : Miriane Figueira / Divulgação / CP

Porto Alegre será uma das quatro capitais latino-americanas a receber a turnê de 10 anos do disco “Gris”, trabalho da cantora Juliana Cortes em parceria com o produtor e violonista Dante Ozzetti. O espetáculo acontece hoje, às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel (Riachuelo, 1089), com ingressos no site do Theatro São Pedro.

Lançado em 2016, “Gris” é um álbum que atravessa fronteiras e linguagens, propondo um diálogo entre a canção popular brasileira contemporânea e a sonoridade urbana de cidades onde foi gravado: Curitiba, São Paulo e Buenos Aires. Produzido por Dante Ozzetti, um dos nomes da vanguarda paulista, o disco reúne composições inéditas de Paulo Leminski, Vitor Ramil, Leo Minax, Estrela Leminski, Grace Torres além de obras escritas para Juliana e assinadas por Arrigo Barnabé, Luiz Tatit e do próprio Ozzetti. O show visita esse universo sonoro na versão voz e violão, dialoga com as canções do cancioneiro popular de Curitiba e aponta novos caminhos da parceria entre os artistas.

“Gris”, segundo disco de Juliana Cortes, teve participação especial de Paulinho Moska, Arrigo Barnabé, Diego Schissi e Antônio Loureiro e revela um traço da personalidade de seu trabalho: a colaboração com outros artistas na criação da atmosfera “Gris”. Em três trabalhos publicados, Juliana também estreita laços com compositores de Porto Alegre como Vitor Ramil, Ian Ramil, Marcelo Delacroix, João Ortácio e, no trabalho mais recente, Zelito Ramos, Carina Levitan e Guilherme Ceron. A troca constante gerou o mais recente disco de estúdio - “3” (2020) -, resultado de residência artística entre músicos de lá e de cá.

Interessada no fazer artístico mais experimental, Juliana tem uma pesquisa de linguagem que une improvisação à arranjos mais elaborados e um especial olhar para poemas musicados, sendo Paulo Leminski e Estrela Leminski uma referência importante na sua obra. Ao seu lado Dante Ozzetti, produtor e arranjador com destaque na música contemporânea pelos trabalhos com Ná Ozzetti, Ceumar e Patrícia Bastos, tem uma marca rítmica em seu violão, fazendo sua obra como compositor e violonista um fazer musical autêntico e inconfundível. Em cena, ao lado de Juliana, o músico traz um acento mais lírico e etéreo, sonoridade encontrada em conjunto com a artista, parceira há 15 anos.

No palco, Juliana Cortes e Dante Ozzetti brincam com um repertório “cinza” por natureza e os que passaram a soar “gris” na interpretação de ambos. Curiosamente, enquanto Juliana se aprofunda na poesia do Sul, Dante Ozzetti se consolida no estudo dos gêneros musicais do Amapá ao lado de Patrícia Bastos.

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