Arte & Agenda

Sopro Cósmico e Marcelo Gross em destaque na agenda musical

Divina Comédia e Ocidente sediam shows, hoje e amanhã, com rock progressivo, jazz e pop

Max Sudbrack, Pedro Medeiros e Marcio Kadush formam a Sopro Cósmico, que faz show na noite de hoje
Max Sudbrack, Pedro Medeiros e Marcio Kadush formam a Sopro Cósmico, que faz show na noite de hoje Foto : Mari Gomes / Divulgação / CP

A banda Sopro Cósmico apresentará repertório autoral e algumas releituras de clássicos do jazz, blues, rock e funk dos anos 50, 60 e 70, nesta quarta-feira, a partir das 21h, no Divina Comédia (República, 649).  A banda instrumental , marcada pelo improviso e interatividade entre seus integrantes ao vivo, foi criada em 2010 em Porto Alegre e  é formada por   Pedro de Azevedo Medeiros (saxofone) Max Sudbrack (teclados e baixo no teclado) e Marcio kadush (bateria). 

Em 2012 o grupo, que mistura jazz e rock progressivo, foi convidado a tocar em diversos festivais, comoMorrostock, Pira Rural, Scid Rock e Psicodália, onde ganhou o título de banda revelação. Seu primeiro álbum autoral, “Outono Psicodélico”, foi lançado em 2014, na Capital, onde faz algumas apresentações de rua, assim como em São Paulo. Em 2018, Pedro  Medeiros assumiu além do o sax, o clarinete e um ano depois foi lançado o segundo álbum, “Luas de Saturno". 

Max Sudbrack, o tecladista e compositor das músicas dos dois discos da banda,  foi a atração na comemoração de 38 anos do Clube de Jazz Take Five e tocou para a grande dama do jazz, Ivone Pacheco, na sua sacada, com a plateia montada espaçadamente no pátio do prédio.  O trio está ensaiando músicas novas de rock progressivo compostas pelo baterista Marcio Kadush e bossas psicodélicas pelo saxofonista Pedro Medeiros,  para um terceiro disco. 
 
E amanhã, Marcelo Gross volta a tocar no projeto Ocidente Acústico, acompanhado da banda Jogo Sujo, partir das 21h, no Ocidente (João Telles esquina com Osvaldo Aranha). "Tempo Louco" traz as influências que já são conhecidas do músico, misturando o power pop da década de 1960 com referências contemporâneas. O disco foi gravado no estúdio Clandestino, em São Paulo, antes da pandemia, e finalizado durante o período de distanciamento social. “Ensaiamos e gravamos tudo ao vivo, ou seja, com a banda tocando junto, sem separação, como eram gravados os discos nos anos 60. Depois colocamos os overdubs de voz, os demais instrumentos e finalizamos o álbum durante a pandemia, fazendo mixagem e masterização”, conta Gross.
 
O novo trabalho sucede "Chumbo & Pluma", de 2017, e "Use o Assento para Flutuar", de 2013. O disco também é o primeiro do artista após o fim da Cachorro Grande. “As faixas foram escritas depois de um tempo turbulento na minha vida pessoal, no qual perdi pessoas muito próximas e acabei ficando um período distante da Cachorro Grande, por isso o nome 'Tempo Louco'. Não imaginava que o tempo ficaria mais louco ainda, por conta da pandemia. Acho que as pessoas vão se identificar, já que as canções falam sobre enfrentar e superar um momento difícil." 
 
As gravações contaram com o baixo e backing vocals de Eduardo Barretto e a bateria de Alexandre Papel, além de diversas participações especiais, como a do ex-colega de Cachorro Grande Pedro Pelotas, que gravou os teclados. Há ainda o sitar de Fábio Kidesh na já lançada faixa "A Dança das Almas", os sopros do duo paulistano Neurozen no single "As Lágrimas", que também já está disponível, e a parceria na composição da inédita "Superstição", escrita com o amigo Charles Master.
 
O disco tem mixagem e masterização de Caíque Duran e Cláudio Costa, capa e concepção visual de Diego Basanelli, além da assinatura de Gross nos arranjos e na produção musical. O álbum é um lançamento do Selo 180 e Ditto Music e, posteriormente, também será disponibilizado em vinil.

 

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