A exibição de seu filme mais recente, "Cavalo de Guerra", que narra o drama de um jovem e um cavalo durante a Primeira Guerra Mundial, foi prestigiada por centenas de fãs e cinéfilos. "Todo o cinema que fiz aconteceu porque me apaixoneis pelas histórias, e não podia filmá-las. Era levado como que por uma força irresistível", disse o cineasta.
"Cavalo de Guerra", indicado ao Globo de Ouro, é apontado como um possível candidato ao Oscar. A ideia do filme surgiu depois que a coprodutora de Spielberg, Kathleen Kennedy, assistiu a peça de teatro em Londres e disse que ele tinha que viajar para ver a montagem, que, segundo ela, renderia um bom roteiro. "Ao assistir a peça soube que tinha que fazer o filme, que rodei em sete meses", contou o cineasta.
Entre outras coisas, Spilberg revelou que desde pequeno queria fazer um filme sobre OVNIs, "personagens míticos da cultura contemporânea", mas que só conseguiu rodar "Contatos Imediatos de Terceiro Grau" com a fama obtida com "Tubarão". Também confessou que a paixão pelo cinema era avassaladora até que teve filhos. "O cinema era a única coisa que existia para mim até que tive meu primeiro filho, que me ensinou que existiam coisas mais importantes", admitiu.
O ciclo proposto pela Cinemateca de Paris destaca a diversidade do diretor, que sempre misturou gêneros e explorou novas tecnologias, com o uso de efeitos especiais. Impossível de ser rotulado, Spielberg dirigiu filmes de aventuras, como a saga de Indiana Jones, a filmes de ficção científica, como "E.T", "Jurassic Park" e "Contatos Imediatos", passando por obras com temas mais sérios, como "A Lista de Schindler" ou "Lincoln", que terminou de filmar em dezembro. Também retratou, como poucos, o horror da guerra, como em "O Resgate do Soldado Ryan" e agora em "Cavalo de Guerra".