Spielberg assegurou que não tem preferência por tipo de trabalho, popular ou exigente. "A cada vez, as intenções são as mesmas, seja Christopher Nolan (que dirigiu vários "Batman" e "A Origem") ou Michael Haneke (diretor de "Amor"), a intenção é expressar o que tem em seu interior", avaliou o premiado diretor. Ele ressaltou que o cinema independente "nunca foi tão bem representado", mesmo que as superproduções de Hollywood atraiam o público de massa, porque "as pessoas estão cansadas de ouvir sempre a mesma história".
Spielberg explicou que "assiste todo fim de semana, a entre quatro e seis filmes. Eu corro atrás do que perdi durante a semana de trabalho. Então, dois filmes por dia em Cannes será fácil", definiu. O cineasta também relatou que "prefere a pureza da película, este tipo de vibração visual que o digital não pode conferir. A diferença é praticamente a mesma entre a pintura a óleo e a acrílica", analisou. Ele reforçou, contudo que "o que realmente importa é o traçado do artista, seu tema, sua filosofia, o seu talento".
O diretor também relativizou a importância das projeções tridimensionais. "É mais uma ferramenta na caixa de ferramentas, e nada mais", disse. Ele reconheceu ter errado ao alterar digitalmente "E.T.". Foi com essa produção, por sinal, que Spielberg foi para Cannes pela primeira vez, em 1982. "Ninguém acreditava que ele poderia ser bem sucedido. O estúdio o via como um pequeno filme autoral", lembrou.