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“Superman” chega aos cinemas repaginado

Agora sob a direção de James Gunn, o universo do personagem é reiniciado pela DC Studios

O ator estadunidense David Corenswet, 32 anos, é o novo rosto do super-herói Superman
O ator estadunidense David Corenswet, 32 anos, é o novo rosto do super-herói Superman Foto : Warner Bros / Divulgação / CP

Um dos mais aguardados filmes do ano estreia hoje nos cinemas: “Superman”. Este longa-metragem da DC Studios tem um novo ator no papel do super-herói: o estadunidense David Corenswet. O estúdio resolveu reiniciar o universo do personagem, tendo James Gunn na direção. Henry Cavill viveu o papel anteriormente e ficou de 2013 a 2022 vivendo o “Homem de Aço”.

Neste novo filme protagonizado por Corenswet, Superman é mais solar e menos sombrio do que o anterior. Também mais jovem, o artista tem 32 anos e o biotipo clássico do papel: pele branca, cabelos castanhos e olhos azuis. O ator é simpático e encarna o herói com eficiência. Para alívio de espectadores mais veteranos, o roteiro se poupa de contar toda a origem e infância de Superman/Clark Kent, pressupondo que já é uma narrativa conhecida. Estas questões são abordadas resumidamente.

Metrópolis, a fictícia cidade onde se passa a história, é onde vive o personagem, trabalhando no Planeta Diário, jornal em que tem como colega seu par romântico, Lois Lane (Rachel Brosnahan). Questionadora, a jornalista interroga Kent por suas ações fora dos Estados Unidos, trazendo à tona temas como geopolítica e soberania de nações, enquanto ele se mostra preocupado apenas em salvar vidas.

O inimigo de Superman é novamente Lex Luthor, agora interpretado por Nicholas Hoult, ator que vem sendo elogiado por suas interpretações anteriores, como em “Nosferatu”, “Jurado N° 2” e “Meu Namorado é um Zumbi”. Como gênio do mal, Luthor cria uma campanha de desinformação contra Superman. Neste ponto, a ambientação da trama ganha atualizações tecnológicas e temporais, como as redes sociais “cancelando” o herói, uma personagem tirando selfies o tempo todo e, nas partes de combate, a presença de equipamentos similares a drones.

O filme não é ruim, mas ao tentar abarcar não apenas a história do protagonista, como a de outros personagens que entram neste universo, como o trio de metahumanos (como o estúdio chama todos os que têm poderes sobrenaturais) Sr. Incrível (Edi Gathegi), Mulher Gavião (Isabela Merced) e Lanterna Verde (Nathan Fillion), além do Metamorfo (Anthony Carrigan), o resultado é grandiloquente, mas não aprofunda em nenhum deles. Sendo, contudo, o primeiro de uma esperada sequência de filmes, serve para apresentar a nova proposta ao mundo. A presença de extraterrestres, além do próprio Kal-El, ao longo do roteiro, alguns bastante esquisitões, acaba tornando o visual excêntrico esteticamente. Para quem aprecia efeitos visuais, mesmo que exagerados, não terá do que reclamar.

CACHORRO

Cenas de humor conseguem dar leveza ao filme, alternando com sequências de lutas e conflitos. Um acerto da produção foi a introdução do cachorro Kripto. Assim como o herói que o adotou, Krypto é originário do planeta Krypton e manifesta superpoderes. Ele usa uma capa, voa e é parceiro do seu tutor na luta contra o exército de Lex Luthor. Ao final do filme, não saia correndo do cinema: há duas cenas pós-créditos.

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