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Superprodução “Antártida” é destaque nos cinemas

Crítico de cinema Marcos Santuario comenta, em poucos minutos, as produções que podem ser conferidas, a partir desta quinta-feira, dia 17 de setembro

Crítico de cinema Marcos Santuario comenta as produções
Crítico de cinema Marcos Santuario comenta as produções Foto : Youtube / Reprodução / CP

Nesta quinta-feira, 17, três estreias diferentes ocupam destaque entre as estreias de cinema. “Antártida”, de Bruno Safadi, é talvez a experiência mais provocadora do conjunto de estreias pois transforma a própria produção em parte da narrativa. O filme leva o espectador para estação científica brasileira cercada por gelo, tempestades e isolamento, mas foi realizado no Rio de Janeiro, dentro do maior estúdio de produção virtual da América Latina. São mais de 300 metros quadrados de telas de LED, câmeras autotracking, Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, cenários físicos e imagens captadas na Patagônia. A Antártida que vemos é, portanto, uma construção cinematográfica que mistura mundo real e virtual para criar um ambiente impossível de reproduzir convencionalmente.

Confira em vídeo:

Só que a grande questão não está na paisagem. Está mesmo é na violência que surge em meio à trama. Depois que a cientista Inês (Marina Ruy Barbosa) sofre um crime brutal, todos os homens da base se tornam suspeitos. A subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) conduz a investigação, enquanto as mulheres interpretadas por Leandra Leal e Mariana Sena enfrentam o medo e o silêncio. O filme, que abriu o 54° Festival de Cinema de Gramado, combina tecnologia de ponta com um tema urgente: quando o isolamento elimina as possibilidades de fuga, também revela relações de poder escondidas.

O salto para “Resident Evil” não poderia ser maior. Sai a experiência brasileira que experimenta novas ferramentas e entra uma máquina internacional de entretenimento construída sobre uma marca mundialmente conhecida. Dirigido por Zach Cregger, o novo longa reinventa a franquia dos videogames com uma história inédita. Bryan (Austin Abrams), um entregador médico, é arrastado para uma noite de caos, violência e sobrevivência. “Resident Evil” precisa oferecer novidade sem perder aquilo que fez seu nome sobreviver.

Já “Três vezes adeus”, de Isabel Coixet, sem monstros, bases congeladas ou grandes efeitos aponta o perigo que está no sentimento. Marta (Alba Rohrwacher) e Antonio (Elio Germano) enfrentam o fim inesperado de uma relação e precisam descobrir como continuar quando o amor deixa de ser uma certeza. Ela perde o apetite; ele se refugia no trabalho como chef. Entre gastronomia, romance, K-pop e novas despedidas, Coixet transforma cotidiano em batalha emocional.

E chega às telas também “Grenal: o Maior Clássico das Américas”, com direção de Belisario Franca e Tatiana Sager e direção adicional de Renato Dornelles, o longa documental leva para as telas a história de uma das maiores rivalidades do futebol mundial. São 84 minutos de um documentário que revisita mais de um século de confrontos entre Grêmio e Internacional. São depoimentos de importantes personagens que fazem parte desta trajetória como Abel Braga, Luiz Felipe Scolari, D’Alessandro, Paulo Nunes, Valdomiro, Ancheta, Fabiano, Joãozinho, Carlos Simon, Lauro Quadros, Léo Gerchmann, Paulo Vinícius Coelho, e Juremir Machado, entre vários outros.

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