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Superprodução da ópera “La Traviata” estreia neste sábado no Teatro Simões Lopes Neto

Espetáculo celebra o primeiro aniversário do Teatro e a conclusão definitiva das obras do Multipalco Eva Sopher

Com concepção e direção cênica de Flávio Leite, “La Traviata” tem sessões no Teatro Simões Lopes Neto
Com concepção e direção cênica de Flávio Leite, “La Traviata” tem sessões no Teatro Simões Lopes Neto Foto : @vitoriaproenca / Divulgação / CP

Comemorando o primeiro aniversário do Teatro Simões Lopes Neto (r. Riachuelo, 1089) e a conclusão definitiva das obras do Multipalco Eva Sopher, a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS) abre sua temporada 2026, intitulada “Memória e Identidade” com mais uma experiência inesquecível: uma nova superprodução da ópera “La Traviata”, de Giuseppe Verdi (1813-1901) e Francesco Maria Piave (1810-1876). O espetáculo, que acontece nos dias 28, 29, 30 e 31 de março, contará com participações da Orquestra Theatro São Pedro, do Coro Lírico da CORS com 30 integrantes, e dos bailarinos da Plural Cia de Dança. Os últimos ingressos estão à venda no site do Theatro.

Com concepção e direção cênica de Flávio Leite, comemorando seus 25 anos de carreira iniciada com a mesma ópera em 2001, e direção musical e regência de Marcelo de Jesus (SP) frente à Orquestra Theatro São Pedro, a montagem levará ao palco um grande elenco de solistas encabeçado pelas sopranos Ludmilla Bauerfeldt (RJ) e Elisa Machado (RS) alternando-se como a cortesã Violetta Valéry, os tenores Giovanni Tristacci (RS) e Felipe Bertol (RS) interpretando Alfredo Germont e os barítonos Lício Bruno (RJ) e Roger Bueno (RS) dando vida à Giorgio Germont. Os tenores João Ferreira Filho, Adolfo Amaral e Xavier Quiñonez; os barítonos Oritz Campos, Robert Willian e Vinícius Braga; as mezzo-sopranos Cristine Guse e Carol Braga e o baixo Bruno Mezzomo completam o time de solistas. A ópera mais célebre de todo o repertório operístico é também a campeã em número de encenações ano após ano pelo mundo, mesmo passados 173 anos de sua estreia em Veneza. O espetáculo contará, ainda, com participações da Orquestra Theatro São Pedro, do Coro Lírico da CORS com 30 integrantes, e dos bailarinos da Plural Cia de Dança. Os últimos ingressos estão à venda no site do Theatro.

“La Traviata” – ópera em três atos de Verdi, símbolo máximo de sua atenção constante em explorar dramaticamente personagens complexos e que definiria suas obras - é baseada no clássico da literatura francesa “A Dama das Camélias”. O livro foi escrito em 1848 por Alexandre Dumas Filho a partir de uma experiência autobiográfica do autor, que se envolveu com a cortesã Marie (Alphonsine) Duplessis, nascida há exatos 200 anos. Dessa forma, a narrativa da obra conta a história de Armand Duval, um jovem estudante de direito de Paris na metade do século XIX. Tímido e originário de uma família burguesa interiorana, o jovem apaixona-se por Marguerite Gautier, a mais cobiçada cortesã dos salões e teatros da capital francesa do século XIX. Assim, os dois apaixonam-se e a vida da protagonista é transformada pela força desse amor improvável que acaba levando-a a um destino trágico.

O sucesso de “A Dama das Camélias” rendeu diversas adaptações. O próprio autor cuidou da adaptação para o teatro. O Théâtre de Vaudeville recebeu a encenação que teve sucesso imediato em 1852. Foi aí que Giuseppe Verdi teve o primeiro contato com a obra que estrearia no dia 6 de março de 1853, após colaboração com o libretista Francesco Maria Piave com o nome de “La Traviata”.

A obra gira em torno de Violetta, que abandona a vida de cortesã em Paris para viver uma relação amorosa com o burguês Alfredo Germont. Feliz com a possibilidade de amar e ser amada, ela vende seus bens para sustentar a vida do casal no campo até que recebe a visita de Giorgio Germont, pai de Alfredo, pedindo que abandone seu filho porque o envolvimento dos dois destruiria a reputação de sua família e impediria que sua filha mais jovem se casasse. Ela termina o relacionamento e é humilhada por Alfredo em uma festa na mesma noite. Quando Germont conta a Alfredo o real motivo da separação do casal, ambos se arrependem e vão pedir perdão à Violetta mas já é tarde: Tomada pela tuberculose e empobrecida, ela morre.

“Violetta começa no ápice, sofre um corte abrupto e mergulha na dramaticidade. É preciso encontrar todas essas cores na mesma voz. O libreto deixa claro que seu drama não tem saída, e é a música de Verdi que a humaniza, a tira do lugar de mulher objetificada”, explica Ludmilla Bauerfeldt, soprano que já deu vida à protagonista em 2023, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Essa tragédia romântica é embalada por árias consagradas e conhecidas do grande público, como “Libiamo ne’ lieti calici”, o famoso “Brindisi”, “Sempre libera” e “Addio del passato”. São melodias com uma intensidade emocional e profunda relação com texto que consagraram Verdi como um dos maiores nomes do universo operístico.

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