O jovem vivido por José Mauro Brant fica fascinado pela vida por ela ter sido testemunha dos acontecimentos mais marcantes do século XX: crescimento do nazismo na Alemanha, glamour de Hollywood, a experiência no front da Segunda Guerra, e o fato de reinar soberana até os anos 70 pelos palcos do mundo. "Ela tinha posicionamentos firmes e era completamente livre para escolher os seus amantes e as suas amantes, como foi o caso de Edith Piaf, que é retratado no espetáculo", aponta Sylvia. Para o ator Silvio Ferrari, Marlene foi corajosa o suficiente para ser contra o nazismo e depois cantar para os soldados no front. O fato de o elo da narrativa ser um jovem faz com que o espetáculo agrade a pessoas de todas as idades. "Nos quatro meses que encenamos no Rio de Janeiro era impressionante o número de jovens que nos assistiram sem fazer a mínima ideia de quem ela era, como o personagem do José Mauro", explica Sylvia.
José Mauro Brant ressalta que o espetáculo e a equipe têm a cara de Sylvia Bandeira. "Ela é uma luxuosa locomotiva que puxa todo o espetáculo", afirma. A trilha sonora é outro elemento que impressiona na montagem. Executada ao vivo pelo diretor musical Roberto Bahal (piano), Vinícius Carvalho (clarinete) e Luciano Correa (violoncelo) coloca em cena músicas dos cabarés alemães, standards de jazz, Burt Baccharach (que foi amante de Marlene), Bob Dylan e até "La Vie en Rose", com Edith Piaf, vivida por Marciah Luna Cabral, que também assina a preparação vocal do espetáculo. Sylvia Bandeira destaca que como a vida de Marlene era intensa o espetáculo também tem algumas cenas tórridas, como o affair dela com Edith Piaf.
O espetáculo teve uma indicação ao Prêmio Shell 2010 para Sylvia Bandeira como Melhor Atriz. "Acho que merecíamos mais indicações como luz, texto, música, figurino. Só para dar um exemplo, a luz do Paulo César Medeiros está divina, mas ele foi indicado por "Hair", finaliza Sylvia. O figurino é assinado por Marcelo Marques e o cenário pelo próprio diretor William Pereira.