Arte & Agenda

Take Five Clube de Jazz comemora 40 anos em sessão aberta

Evento gratuito acontece neste sábado, das 15h às 20h, no Quintana’s Bar, localizado no mezanino da Casa de Cultura Mario Quintana

Dama do Jazz, Ivone Pacheco, em sessão do Take Five Clube de Jazz.
Dama do Jazz, Ivone Pacheco, em sessão do Take Five Clube de Jazz. Foto : Rosa Pacheco / Divulgação / CP

A Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736) realiza sábado, 23 de julho, uma sessão aberta ao público do tradicional Take Five Clube de Jazz, que completou 40 anos de atividade neste ano de 2022. A sessão especial acontece das 15h às 20h, com entrada franca, no Quintana’s Bar, que fica no mezanino da instituição. O evento contará com a participação de mais de 30 artistas, entre músicos de jazz, MPB e blues, muitos deles frequentadores do seleto clube de Ivone Pacheco.

Em sua trajetória, o Take Five Clube de Jazz promoveu apenas duas sessões em espaços públicos, uma no Foyer do Theatro São Pedro e outra na Biblioteca Pública do Estado. Além da homenagem à Dama do Jazz Ivone Pacheco e do reconhecimento à longeva e significativa trajetória do clube, a sessão especial promovida pela CCMQ representa a oportunidade de garantir o acesso do público a uma iniciativa cultural tradicionalmente restrita a pequenas plateias, em função do formato e das características exclusivas. O evento tem produção e direção da equipe da CCMQ ao lado de Rosa Maria Marin Pacheco e André Serrano.

40 anos de história
A trajetória do clube começou em 1982, quando a professora de música Ivone Pacheco, estimulada pelo jovem músico Marcos Ungaretti, transformou o porão de sua casa em um espaço de fruição do jazz. Desde então, as concorridas e qualificadas jam sessions elevaram o espaço e a iniciativa à condição de patrimônio cultural imaterial da capital gaúcha. O nome Take Five vem da composição homônima de  Paul Desmond, gravada por Dave Brubeck no álbum Time Out, de 1959, um dos standards da cultura jazzística.

Inicialmente com encontros semanais, as sessões definiram regras de funcionamento que emprestam um ar de mistério e exclusividade ao ambiente. Quase como em uma sociedade secreta, existe um ritual de iniciação para frequentar o Take Five Clube de Jazz. Por ser realizado em uma residência particular, o código de conduta estabelece que a localização seja mantida em segredo. Os iniciados podem, com moderação, introduzir novos convidados, desde que seja mantida a discrição quanto ao endereço.

Nos anos 1990, auge do Take Five Clube de Jazz, os encontros passaram a ser mensais em função da grande quantidade de público, que poderia comprometer a essência íntima das sessões. Músicos de fora do estado, entre eles, os integrantes da Traditional Jazz Band, quando se apresentavam em Porto Alegre, faziam questão de tocar no “porão da Ivone”. A partir dos anos 2000, as sessões acontecem com menor frequência em datas especiais. Em função da idade da patronesse, a filha de Dona Ivone, Rosa Maria Marin Pacheco, é quem mantém a atividade, sempre capitaneada pelo músico e produtor cultural André Serrano. Atualmente, as reuniões acontecem em torno de quatro vezes por ano, em ocasiões como o aniversário do clube, a noite de São João, o aniversário de Dona Ivone, que completou 89 anos, e alguma outra data móvel.


 

 

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