Recomendada para maiores de 12 anos, a primeira se inspira no clássico de Cervantes, tendo a ação deslocada do século XVII para situações cotidianas da atualidade, enfrentadas pelo cavaleiro andante e um Sancho Pança pacato e acomodado. Nesta aventura, ele passa a misturar as histórias de cavalaria com o que vê no contexto urbano, confundindo prostitutas com donzelas, atravessando passeatas sindicais e caminhadas pela fé, enfrentando bonecos promocionais como se fossem gigantes, entre muitas outras cenas. Isso sempre em busca de sua amada Dulcineia, aqui retratada como divas inalcançáveis do universo pop.
O trabalho traduz, de forma cômica e, por vezes, dramática, o caos em que vivemos. Assinada pelo grupo Ueba Produtos Notáveis, de Caxias do Sul, a adaptação ficou é de Márcio Silveira, que atua ao lado de Rodrigo Guidini, Jonas Piccoli Aline Zilli, Juliana Demori, Bruno Zilli, Joe Guidini. O grupo, fundado há nove anos, possui seis peças em seu repertório.
De Goiânia, “Boi” fala de Zé Argermiro (Guido Campos Correa), que entre suas brincadeiras de menino da roça, tem como favorita a de montar na garupa do boi Dourado. Por preferir a companhia dos bois, com quem passa horas a fio conversando, deixa sua mãe preocupada, tratando de arranjar um casamento ao moço, tão logo ele cresça.
Então ele decide se casar com Das Dores, que insatisfeita com a falta de atenção, enciumada e cheia de ódio, ameaça matar o animal. Sua decisão afeta profundamente o protagonista, desencadeando uma inesperada reação. Produzida pela Sertão Teatro Cia, a peça estreou em 2009, apresentando-se em vários festivais pelo Brasil. A convite do Festival de Curitiba, apresentou-se em 2010, no Teatro HSBC; e no ano seguinte, no Festival de Monólogos de Teresina e Mostra Sesc Cariri de Culturas. Ano passado passou pelo São Luís em Cena e Festival Cena Brasil Internacional, no CCBB Rio de Janeiro.