Teatro Oficina celebra 59 anos com estreia de “O Bailado do Deus Morto”

Teatro Oficina celebra 59 anos com estreia de “O Bailado do Deus Morto”

Espetáculo fará temporada até 2 de setembro, nos domingos e quartas-feiras

Vera Pinto

“O Bailado do Deus Morto”, com o Teatro Oficina

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O Teatro Oficina celebra 59 anos de trajetória, neste dia 16, quando estreia a versão digital de “O Bailado do Deus Morto”, abrindo uma pequena temporada, com seis apresentações, pelo aplicativo Zoom. A peça de Flávio de Carvalho escrita para a inauguração do Teatro da Experiência, em 1933 e censurada já na noite de estreia, tem direção assinada por Marcelo Drummond. As apresentações ocorrem aos domingos, 18h e quartas, às 21h, até 2 de setembro e os ingressos podem ser adquiridos apela plataforma Sympla.
 
A obra põe em cena uma reflexão sobre a fé, o medo e a morte de um Deus animal que se transfigura com a mecanização do mundo. Afastados da sede do grupo, localizada no bairro Bixiga (SP), os atores e músicos, enquadrados em telas de computadores e celulares, se redescobrem diante do desafio de redimensionar a narrativa para a virtualidade. Esta estreia encerra uma semana intensa de programação de aniversário, nas redes sociais, e inclui ainda neste domingo, às 22h, “Why the Horse?”, pelo Festival FarOFFA (www.faroffa.com.br), onde já apresentou “Navalha na Carne” e “Ham-let”.
 
Com a pandemia, o coletivo liderado pelo dramaturgo, diretor e ator Zé Celso Martinez Corrêa buscou reinventar o rádio teatro, produzindo uma série de podcasts, disponíveis na Rádio Uzona; e a TV Uzyna, vanguarda das transmissões ao vivo e apresentações online, está a todo vapor. Em formato de Lives Antropófagas, promove conversas entre artistas e tecnoartistas que trabalharam ao longo da história do grupo, durante a semana, pelo Instagram. Com ensaios por videoconferência, para manter a atividade teatral acesa, criou a campanha “Proteja O Teat(r)o Oficina”, voltada à manutenção de suas atividades e do espaço.

 


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