Neste sábado, dia 9, a partir das 21h, o bar Opinião (José do Patrocínio, 834), na Cidade Baixa, em Porto Alegre, promete ficar lotado de fãs da banda Terno Rei, que chega pela quinta vez à Porto Alegre. Durante a noite, a banda apresenta a turnê "Gêmeos" (2022, Balaclava Records), e promete embalar os presentes com as 12 faixas do álbum, considerado pela banda, um misto de nostalgia e bons sentimentos, com sonoridade que remete à estética dos anos 2000, mas que mantém a identidade melancólica e urbana.
Com 12 anos de história, a banda Terno Rei é formada por quatro "amigos de bairro", como eles próprios se autodenominam: Ale Sater na voz e baixo, Bruno Paschoal e Greg Maya nas guitarras e Luis Cardoso na bateria. Em "Gêmeos", o grupo tem o seu quarto álbum de estúdio, que se junta a "Vigília" (2014), "Essa noite bateu com um sonho" (2016) e Violeta (2019). Além destes, o grupo também lançou três EPs, "Metrópole" (2012), "Trem leva minhas pernas" (2015) e "Acústico" (2020).
A apresentação deste sábado é a segunda deste ano do grupo em Porto Alegre. Em janeiro, os artistas já haviam se apresentado no Teatro CIEE. Na oportunidade, o público esgotou os ingressos e cantou junto com a banda os sucessos de Violeta. Sobre o retorno à cidade, o vocalista, Ale Sater, ressalta um prazer muito grande em estar na capital gaúcha, pois, como diz na música Yoko, aqui, ele “se sente inteiro”. "Porto Alegre é uma cidade muito receptiva, com um grande calor humano. Estou muito animado de estar de volta”, destaca o artista, que ainda cita que, depois da cidade natal, São Paulo, Porto Alegre é a capital que os músicos mais estiveram presentes realizando apresentações.
No setlist do show estão as doze faixas do álbum: "Esperando Você", "Dias de Juventude", "Sorte Ainda", "Difícil", "Brutal", "Internet", "Aviões", "Só Eu Sei", "Retrovisor", "Isabella", "Trailers" e "Olha Só". Sater destaca que, entre elas, sua favorita é Retrovisor. “Amo a vibe e a letra de Retrovisor. Sinto que ela passa algo muito bom pra quem ouve”. Outro destaque do vocalista fica para Brutal, que representa muito do que a banda quer passar com as faixas. Para o vocalista, o quarto álbum de estúdio tem dois grandes diferenciais em relação aos demais: “Gêmeos é um álbum muito mais produzido que os demais, tem muito mais camadas e elementos. Além disso, ele é muito mais eclético e tem mais ambiguidade, trazendo tons felizes e melancólicos ao mesmo tempo”, destaca.
Sobre a construção da discografia, o cantor relata que a pandemia influenciou - e muito - no processo de criação. “O período de pandemia nos trouxe de volta toda essa nostalgia que buscamos retratar em Gêmeos. Procuramos, dessa vez, priorizar a música e não o álbum em si”, explica o vocalista sobre o fato de o lançamento ter menos linearidade e mais diversidade do que todos os demais feitos até então.