Mais um exemplar do chamado “cinema-catástrofe” é o que se pode esperar de “Tempestade: Planeta em fúria”, dirigido por Dean Devlin (produtor de “Independence Day”). O filme tem estreia prevista para a próxima quinta-feira nos cinemas. Nesta ficção científica, a Terra vive em um período em que o clima se tornou mais perigoso devido às alterações causadas pelo homem ao longo de décadas. Ao mesmo tempo, uma tecnologia aprimorada consegue prever e proteger a humanidade de desastres naturais. Isso porque um evoluído sistema de satélites conseguiria conter os fenômenos meteorológicos assim que se manifestam, não permitindo que atinjam seu ápice.
Tudo é interligado através de uma sofisticada rede que conta com satélites ao redor do globo. Um dos especialistas desta área é Jake (Gerard Butler), que vive entre a Terra e o espaço para equilibrar estas questões. Mas quando esse sistema é acessado por mãos criminosas, tudo pode se inverter. Ao invés de ser usado para proteger o planeta, o programa é capaz de criar uma supertempestade, que pode destruir a raça humana. A partir daqui, a produção investe em efeitos especiais para criar cenas apavorantes do que seria “o fim dos tempos”. Jake contará com pessoas próximas a ele, como seu irmão (Jim Sturgess) e a bela agente Sarah (Abbie Cornish) para ajudá-lo a impedir a destruição. Eles tentarão proteger o presidente norte-americano, vivido aqui por um latino, o ator Andy Garcia, cubano radicado nos Estados Unidos.
Vale lembrar que filmes de ficção científica anteriores colocaram presidentes negros dentro de suas narrativas, em casos em que a ficção pareceu antecipar a realidade. Apenas para citar dois deles: “O Quinto Elemento”, de 1997, colocou o ator Tommy “Tiny” Lister no cargo; e “Impacto Profundo”, de 1998, colocou Morgan Freeman à frente da Casa Branca. Na vida real, Obama assumiu como presidente em 2009. “Tempestade” pode ser a antecipação da chegada de um latino ao poder nos EUA? Só tempo dirá.
Terra está perto da extinção em "Tempestade: Planeta em Fúria"
Filme de ficção científica aposta nos efeitos especiais para mostrar catástrofes