O terremoto seguido de tsunami no dia 26 de dezembro de 2004 matou cerca de 230 mil pessoas por todo o oceano Índico, incluindo um grande número de turistas que estavam em resorts na Tailândia e em outras nações do sudeste Asiático. O filme será lançado nos Estados Unidos no dia 21 de dezembro e em outros países ao longo dos próximos meses. Ele já foi exibido em vários festivais de cinema, incluindo o de Los Angeles. O lançamento deve qualificá-lo para o próximo prêmio Oscar de fevereiro.
No filme financiado pela Espanha, baseado na história real de uma família espanhola e filmado no sul do país, McGregor e Watts interpretam um casal de férias com seus filhos na Tailândia, separados quando o tsunami atinge a região. "Havia algo imediatamente simbólico na história desta família, que chamou a minha atenção quando ouvi sobre isso pela primeira vez", disse Bayona após a divulgação do longa-metragem no dia 4 de novembro no Festival do American Film Institute, em Hollywood.
Após a chegada do tsunami que separou a família, a mãe - gravemente ferida - ficou com seu filho mais velho, enquanto o pai, interpretado por McGregor, conseguiu salvar os dois filhos mais novos. O filme retrata a luta pela sobrevivência em meio ao caos causado pela onda gigantesca, de hotéis devastados e de um hospital superlotado. "Quando estávamos à procura de financiamento, a primeira coisa que nos disseram foi que, se fôssemos fazer o filme, teríamos que ver a própria catástrofe", disse Bayona."Em um filme como este, sobre o tsunami, você tem que ver o monstro cara a cara, e mergulhar sua câmera dentro dele para fazer com que os cinéfilos realmente sintam como era estar lá".
O jovem diretor se focou intensamente sobre o que os personagens estavam pensando e sentindo - principalmente o filho mais velho, interpretado por Tom Holland - com técnicas incluindo close-ups impiedosos e música onipresente. "O filme começa com um susto, em um estilo mais documental, e, à medida que progride, assume um tom mais melodramático. Queremos que as pessoas sintam as emoções tão intensamente quanto os próprios personagens", afirmou Bayona. “O filme também levanta questões sobre "voltar ao normal... como você volta para a realidade cotidiana depois de experimentar algo assim?", questiona o cineasta. Mas o diretor não quis ser didático. "Não há nenhuma mensagem, porque eles não receberam uma mensagem. Nós não quisemos ser condescendentes. Nós os seguimos o mais perto que pudemos", explicou.