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The Killers registra sua doce arrogância em DVD

A banda de Las Vegas grava 24 canções de seu repertório no Royal Albert Hall

The Killers registra sua doce arrogância em DVD
The Killers registra sua doce arrogância em DVD Foto : Divulgação
A falta de identidade pode ser perversa e mal compreendida. Pode ser. Mas a falta de identidade não é uma vergonha para o atual cenário do rock e muito menos para a banda norte-americana The Killers, que acaba de lançar o DVD Live From The Royal Albert Hall. Essa tal falta de identidade, ingenuamente interpretada como experimentalismo, é responsável pelo sucesso do vocalista Brandon Flowers e de seus companheiros desde 2004, quando o grupo gravou seu primeiro álbum, Hot Fuss.

É possível compreender a promiscuidade sonora do Killers escutando de uma tacada só os três discos de estúdio gravados pela banda ou simplesmente este DVD, recheado com 24 canções que definem o trabalho do grupo.
Dos primeiros anos, surgem as composições influenciadas pelo pós-punk do Talking Heads e o new wave do Duran Duran (Somebody Told Me, Mr. Brightside, Jenny Was a Friend Of Mine) e as colagens de The Smiths (em All These Things That I’ve Done) e de Echo & The Bunnymen (em Smile Like You Mean).

Da segunda fase, criada em 2006 com o disco Sam’s Town, reaparecem Enterlude, For Reasons Unknown, Bling (Confession Of A King), Sam’s Town, Read My Mind, This River Is Wild, Bones, When You Were Young e Exitlude. A batida disco ainda é presente, mas as guitarras ganham força, equilibrando a maciça presença dos teclados dos primeiros anos. A melodia, mais introspectiva, deixa a ironia inglesa de lado para homenagear o lar norte-americano com pinceladas sobre o folk rock de Bruce Springsteen e Jackson Browne.

As novatas Human, This Is Your Life, The World We Live In, Joy Ride, I Can’t Stay, Losing Touch, Spaceman e A Dustland Fairytale, registradas no CD Day & Age, em 2008, trazem novamente os sintetizadores, aplicam arranjos com instrumentos de sopro e exalam a paixão do quarteto pelo Oasis e o fascínio de Brandon Flowers por Bono Vox.
Uma pena que Brandon, referência para a atitude blasé das bandas desta década, cante apenas para ele próprio. Sua presença no Royal Albert Hall, em Londres, entre os dias 5 e 6 de julho de 2009, é disciplinada e teatral em altas doses. Estudioso e exímio aprendiz da sonoridade do rock dos anos 70 e 80, Flowers só esqueceu de trazer do passado o comportamento visceral de pessoas como Bono e Springsteen. O guitarrista Dave Keuning e o baixista Mark Stoermer dedilham olhando para a suntuosa abóbada do salão londrino, demonstrando desinteresse pelos berros das fãs. Lá no fundo, Ronnie Vannucci toca bateria de olhos fechados. A banda é de Las Vegas, mas se sentiu em casa no pomposo Royal Albert Hall.

Extras

Entre os bônus do DVD, uma divertida sequência de entrevistas pelos bastidores da montagem do espetáculo no Albert Hall. Dividido em dois planos, os 23 minutos deste making off revezam-se entre a dinâmica dos produtores, contra-regras, músicos de apoio e roadies e as histórias de um público apaixonado, de várias partes do planeta, que fez de tudo para não perder o show em Londres. O pacote ainda vem com um segundo disco, trazendo a gravação em áudio de 17 músicas apresentadas no show.

As informações são do R7
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