As músicas foram feitas especialmente para o espetáculo pelo Maetro Gustavo Silveira, que também faz parte da banda, com letras de Cissa Baini, e a trilha sonora conta com muitos efeitos realizados em sincronia com os atores, que dão uma característica de desenho animado à peça. A história é sobre bonecos que descobrem seus próprios valores e estão formando suas personalidades e ainda atravessam a fase de transição entre o "ser boneco" e o "ser humano". O Circo de Bonecos tem como foco as transformações que quatro bonecos vão experimentando quando se percebem "gente". A ação transcorre dentro do circo montado pelo malvado Golias - criador dos bonecos. A trupe recebe a ajuda do pipoqueiro, bolam um plano para fugir das garras de seu Golias e o menino acaba se apaixonando pela bela bailarina.
Esse espetáculo não apresenta os movimentos de malabarismos e acrobacias dos outros consagrados shows do grupo, mas traduz em palavras e gestos temas como liberdade, autoconhecimento e sensações. O Circo de Bonecos mostra a descoberta do "estar vivo", o valor da vida, o efeito das mudanças.
Mais tarde, às 20h, o conhecido "Imagem e Sonho" retorna ao palco do TSP com sua performance circense, roupagem moderna e arrojada, numa metalinguagem teatralizada. O elenco, formado por 22 artistas, usa perucas e figurinos estilizados elizabetanos e venezianos.
O espectador faz sua própria leitura de uma forma simples e sincera, sendo transportado ao mundo de sonhos e muita fantasia. No espetáculo vale brincar, pular em um número de corda acrobática, trancar a respiração quando o equilíbrio e a gravidade são desafiados, a precisão dos malabares, a sincronia dos monociclos, a beleza e a plasticidade dos movimentos. Até que, como em tudo é chegada a hora de partir e deixar a ideia de que os sonhos nunca devem ser esquecidos por mais impossíveis que pareçam, então, uma chuva prateada cobre esses sonhos. A concepção de figurinos e adereços é de João Bachilli; a cenografia, do Grupo Tholl e a criação, de luz de Betinho Cavalheiro.