Considerado como o grande "inventor" do rock alternativo, Thurston Moore recentemente figurou na lista dos cem melhores guitarristas de todos os tempos, segundo a revista Rolling Stone. Não que isso importe muito para ele. Moore está em uma nova fase, lançando seu quarto disco solo, "Demolished Thoughts", que chegou ao mercado no ano passado com distribuição pela Matador Record e agradou em cheio à crítica, que o colocou entre os melhores do ano. O álbum já havia sido lançado antes mesmo do fim do Sonic Youth, após 30 anos de estrada, que foi anunciada durante o SWU no Brasil, no ano passado. Separação dupla, aliás: Moore deixou o Sonic e o casamento com a baixista Kim Gordon.
Com produção do ícone indie Beck, o trabalho, com nove canções inéditas, tem um caráter mais acústico, com forte apelo a violões, harpas e até a inclusão de violinos. Mas também tem o experimentalismo latente de Moore. Algumas melodias estão bem mais "degustáveis" como em "Circulation", "Mina Loy" e "Illuminine". É Moore mais sereno, menos "raivoso" dos tempos de Sonic. O guitarrista ainda faz shows no dia seguinte, em São Paulo, no Cine Joia, e no dia 13, no Rio de Janeiro, no Circo Voador.
Na abertura, outro nome importante dessa cena alternativa: Kurt Vile & The Violators, banda que vem acompanhando Moore na recente turnê e que está pela primeira vez no Brasil. Comparado a nomes como Leonard Cohen, Tom Petty e ao Animal Coletive, o multi-instrumentista Kurt, da The War on Drugs, banda descolada da Pensilvânia, mostra basicamente o repertório de seu quarto disco "Smoke Ring for My Halo". Durante uma entrevista para uma revista feminina, a ex-baixista do Sonic Youth, e agora também ex-mulher de Thurston Moore, Kim Gordon, afirmou ter escutado "milhões de vezes" o terceiro disco de Kurt, "Childish Prodigy". Seu rock flerta com o folk, possui boas doses de psicodelia e se baseia na canção dos clássicos compositores americanos. Em recente entrevista, Kurt falou que já está trabalhando num trabalho novo com a Violators.