Tony que foi indicado ao Oscar por sua atuação em "Acorrentados", com Sidney Poitier, teve seu papel mais marcante ao lado de Marilyn Monroe no clássico de Billy Wilder "Quanto mais quente, melhor", em 1955 , onde seu personagem precisou se disfarçar de mulher para fugir de bandidos.
Filho de imigrantes judeus, Bernard Schwartz, seu nome de batismo, nasceu em 3 de junho de 1925 e foi criado no Bronx. Depois de ser dispensado da área militar com honras, Curtis se inscreveu num curso de interpretação e começou a fazer peças até ser descoberto pelo produtor David Selznick. Apartir disso, adotou o nome artístico de Tony Curtis.
Teve duas perdas importantes, seu irmão, Julius, após ser atropelado por um caminhão, em 1938, e seu filho, Nicholas, por overdose de heroína aos 23 anos.
Em sua autobiografia, "American Prince: A Memoir" (Príncipe americano: uma memória, em tradução livre), Tony falou abertamente sobre a infância pobre e os abusos que sofreu nas mãos da mãe, que foi diagnosticada com esquizofrenia.
Em 2008, numa entrevista à AFP, o ator falou de sua ascensão ao estrelato em Hollywood, marcada pelo sexo e a decadência que se seguiu ao mergulhar no mundo das drogas. "Acho que não fiz os filmes que deveria ter feito", comentou Curtis, admitindo ter recusado papeis que acabaram sendo aceitos por seus colegas Marlon Brando e Paul Newman.
"Sinto que merecia mais do que a indústria me deu". Mesmo assim, recebeu elogios da crítica por sua atuação em "O homem que odiava as mulheres" em 1968, e participou do épico "Spartacus" em 1960.
Na entrevista, também admitiu ser viciado em sexo. "Minha principal necessidade era ser aceito pelas pessoas. Não ter educação, não ter dinheiro, nada, exceto ser aceito por uma garota", completou.
A primeira esposa de Curtis foi Janet Leigh, com quem teve uma filha, a atriz Jamie Lee Curtis. O Veterano atuou em mais de 120 filmes, tocava flauta e era pintor. Seu trabalho pode ser conhecido numa das coleções do Museu de Arte Moderna de Nova York.