A Fundação Ecarta (av. João Pessoa, 943) abre nesta sexta-feira, 19h, uma nova temporada expositiva reunindo três projetos que dialogam com memória, oralidade, permanência e cosmologias indígenas contemporâneas. A programação apresenta as exposições “Tape – Estudo dos Caminhos”, do artista indígena Xadalu Tupã Jekupé, pinturas e desenhos de Isabelle Foliatti, sobre “Exercícios de Permanência: Oralidade e Memória”, no Projeto Potência, e esculturas do professor-artista Vherá Mirim Sergio, da Escola Estadual Indígena Anhetenguá.
A programação hoje inclui ainda uma edição do projeto Ecarta Conversa, das 17h às 19h, na Sala 3, promovendo um espaço de diálogo sobre processos de criação, pensamentos curatoriais e arte-educação com a presença dos artistas, curadores e professores.
A mostra “Tape – Estudo dos Caminhos” tem curadoria de Aldones Nino, atual curador do Collegium (Arevolo/Espanha), e resulta de uma pesquisa artística realizada por Xadalu a convite da Unisinos. Integrando as celebrações dos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani, a exposição propõe uma releitura contemporânea desse legado histórico a partir da arte indígena. A mostra de Isabelle Foliatti parte de fotografias antigas. Vherá apresenta esculturas em madeira de produção guarani.
A visitação pode ser feita até 28 de junho de 2026. Entrada franca.