Arte & Agenda

"Trivial" mostra a dança urbana do RS

Espetáculo chega à Bento Gonçalves neste sábado celebrando a cultura hip hop e a vida na periferia

Premiado espetáculo de dança urbana, "Trivial" leva, neste sábado, 21, a Bento Gonçalves, bailarinos da periferia que cruzam o cotidiano e o preconceito com a expressão artística
Premiado espetáculo de dança urbana, "Trivial" leva, neste sábado, 21, a Bento Gonçalves, bailarinos da periferia que cruzam o cotidiano e o preconceito com a expressão artística Foto : Nando Espinosa / Divulgação / CP

Neste sábado, dia 21, Bento Gonçalves será palco de um novo momento para a dança urbana no Rio Grande do Sul. T2, Deaf, B-Boy Julinho RC, B-Boy César RC, B-Boy Fábio e B-Boy Caíque, bailarinos totalmente independentes que carregam as raízes da periferia, apresentam “Trivial - Um espetáculo de Bboys”, construído na base da cultura hip hop, mais conhecida como breaking. A apresentação, que ocorre às 17h no Auditório da Praça Ceu (Rua Callisto Oreste Sganzerla, 70 - São Roque, Bento Gonçalves), tem entrada gratuita mediante retirada de senha uma hora antes da sessão. Após o espetáculo, o elenco promove um bate-papo com o público.

Reconhecimento e inspiração da periferia

Indicada em sete categorias no Prêmio Açorianos de Dança em 2023, a montagem conquistou duas distinções – Melhor Elenco e Melhor Produção – e iniciou sua jornada nacional por São Paulo e Curitiba, que agora chega à Serra gaúcha. “Trivial” mistura breaking com combinações de dança contemporânea, por meio de uma metodologia desenvolvida pelo próprio diretor Driko Oliveira. A coreografia fala do dia a dia da periferia e de como os jovens dessas regiões buscam na dança urbana uma forma de sustento e de aliviar os problemas.

Como o espetáculo foi idealizado

O espetáculo começou a ser concebido quando Driko convidou um grupo de b-boys que praticava o breaking nas ruas a dançar num espaço que ele mantém na capital gaúcha. Após dois ou três meses, propôs: “Por que não montamos um espetáculo?”.

“É tudo muito comum, mas não é bem assim. O espetáculo de Bboys busca em diferentes cenas criar um paradoxo em trivialidades cotidianas de jovens. Depois de todas as trivialidades ditas nas Olimpíadas, como a realidade diária de profissionais liberais, pais de família, membros de uma sociedade desigual podem mostrar que dançar breaking é a forma de expressão e profissão que sustenta esses artistas emocional e financeiramente. Em TRIVIAL, o cotidiano e o comum tomam outro sentido”, explica.

Breaking: raízes e impacto global

Criado no Bronx, na cidade de Nova York, durante os anos 1970, o breaking (ou breakdance) é um estilo de dança de rua que faz parte da cultura do hip hop - nascido e vivenciado nas comunidades afro-americanas e latinas. Até hoje, o estilo tem grande relevância social, política e cultural, funcionando como manifestação artística de resistência. Praticado em todo mundo, inclusive como competição, em 2024 o breakdance estreia como modalidade na Olimpíada de Paris.

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