Arte & Agenda

“Um bom apresentador é um repórter que está no estúdio”, defende Leonardo Lara

Em entrevista, novo âncora do “Guaíba no Ar” reflete sobre trajetória e expectativas profissionais

Leonardo Lara, novo âncora do programa Guaíba no Ar, da Record
Leonardo Lara, novo âncora do programa Guaíba no Ar, da Record Foto : Camila Cunha

Leonardo Lara iniciou a carreira jornalística ainda na faculdade, como estagiário da TV Guaíba, onde produzia o programa Câmera Dois. Desde 2010, o jornalista integra o Grupo Record atuando como repórter de telejornal, além de participações como apresentador do Direto da Redação. Em 2013 foi transferido para o Rio de Janeiro onde realizou coberturas nacionais como A Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos Rio 2016 e operações policiais em comunidades.

Após 13 anos atuando fora do Rio Grande do Sul, agora volta ao Estado para apresentar o programa Guaíba no Ar, nas manhãs da Record Guaíba. Aos 42 anos, o jornalista passou por diversos veículos de comunicação e foi reconhecido em 2009 pelo Prêmio Ari de Jornalismo com uma série especial sobre os 100 anos do clássico Gre-Nal.

Como é voltar ao Rio Grande do Sul, depois de tanto tempo e, agora como apresentador?

Eu fui repórter desse programa quando eu comecei no na Record. 
Eu era o repórter que entrava ao vivo de onde a notícia estava acontecendo só que naquela época a gente tinha limitações tecnológicas precisava de um caminhão de link enorme. Hoje a gente vai conseguir entregar pro público muito mais agilidade porque é possível um repórter entrar ao vivo de qualquer lugar na hora com os nossos equipamentos. Então eu volto pra um produto que eu já conheço, numa cidade onde eu nasci e que eu conheço a região. A agora eu volto com essa bagagem - de quem ganhou experiência com a chance de trabalhar com grandes nomes como Marcelo Rezende, Wagner Montes -, mas também com o meu conhecimento do Rio Grande do Sul pra tela da Record.

É uma mudança muito brusca sair da reportagem em São Paulo para passar a apresentar um programa dentro do estúdio?

As pessoas falam muito da editoria de polícia como se fosse algo muito específico. Eu costumo chamar de factual, porque é o que tá acontecendo no meio da rua, onde uma pessoa é assaltada. Essas informações não interessam apenas pra quem tem interesse na crônica policial, mas pra quem vai passar por aquela rua. 
Então o nosso desafio é apresentar a notícia não apenas com esse caráter policial, mas também de prestação de serviço. De que forma isso impacta na vida de alguém. 
Temos um desabamento em determinada rua? As pessoas precisam saber! Então eu me especializei na editoria de polícia, mas eu costumo dizer que na verdade eu era um jornalista investigativo. E essa minha curiosidade por querer descobrir, é o que me move enquanto jornalista e é o que eu acredito que vai ser importante para levar o que eu acho interessante pro nosso público pela manhã. A pessoa que está acordando, que está com pressa e que precisa saber o que está acontecendo na esquina da casa dela.

Aqui no Rio Grande do Sul, a Record Guaíba é a televisão aberta com maior programação jornalística local ao vivo. É um desafio fazer parte desse conjunto?

Estou muito feliz pela equipe que temos aqui na Record Guaíba. Apresentadores, repórteres técnicos, o pessoal que fica atrás das câmeras... 
É uma equipe muito unida, com muita garra e que consegue levar o maior tempo de jornalismo local ao vivo. Fazer parte dessa equipe é um grande desafio, porque são profissionais maravilhosos e eu venho exatamente pra somar, pra entregar ao lado de pessoas que sabem muito e conhecem muito no Rio Grande do Sul.

Como a tua experiência como repórter contribui para a nova função?

Como apresentador eu trago não apenas a experiência do convívio com outros grandes apresentadores com quem eu trabalhei, mas também algo que só a rua pode dar para um jornalista: saber apurar, conversar com as pessoas, entender as mazelas dessa população. Como apresentador, eu quero ser um repórter que está no estúdio. Eu vou questionar entrevistados que vão entrar ao vivo, cobrar com conhecimento de quem sabe como as coisas funcionam lá na ponta. Então é algo que agrega, são carreiras que a gente não pode colocar em pontos opostos. Eu realmente acredito, por tudo que eu vi até hoje, que os bons apresentadores são aqueles que foram bons repórteres.

O que esperar desse nova fase da carreira?

Eu volto pro prédio onde eu comecei o meu primeiro estágio como jornalista. Estar de volta no prédio onde hoje é a sede da Record Guaíba, é como voltar no tempo de um guri de 18 anos, cheio de sonhos. Agora eu realizo talvez o maior deles, que é de ser apresentador.

Depois de 13 anos, sentiu saudade de casa?

Muita! Foi a saudade que me fez voltar voltar pra minha terra. Eu costumo dizer que eu aprendi a dirigir em Porto Alegre numa época que não tinha GPS. 
Eu fui repórter de trânsito, fiz cobertura de helicóptero, eu vivi aqui quase 30 anos. Então, esse meu conhecimento da cidade e do Rio Grande do Sul, eu quero levar pra tela da Record.

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta terça-feira, dia 17 de fevereiro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio